'Vacinação é única forma de conter avanço da Covid e recuperar a economia', diz médico de Niterói

Especialista que trabalha nos três maiores hospitais privados da cidade e foi voluntário da CoronaVac vê número de infectados crescer e defende reabertura de mais leitos


Por Livia Figueiredo


Flávio Rezende, um dos profissionais da linha de frente que participou do teste da CoronaVac, em Niterói


“Tenho observado nos hospitais em que trabalho a alta procura de doentes com sintomas de Covid, sendo necessário o retorno de unidades de internação que há pouco tempo tinham sido desativadas. Acredito na ciência, e penso que é a única forma de contermos o avanço e recuperarmos a economia é através da vacinação.” É assim que o médico Flávio Rezende, de 40 anos, que atua nos três maiores hospitais privados de Niterói, resume a sua percepção sobre a situação atual da pandemia de Covid-19.


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O médico, que trabalha no CHN, no Hospital Icaraí e no Niterói D’or, se apresentou como voluntário dos testes da vacina CoronaVac em setembro do ano passado, quando a cidade ainda realizava testes com profissionais de saúde para verificar a eficácia da vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac.


Ele conta que, devido à alta exposição dos profissionais de saúde e à desinformação na época sobre a doença, considerou que seria útil fazer parte do processo científico de testagem da vacina.


- Tínhamos visitas programadas a cada 21 dias para análise laboratorial e clínica, além da aplicação da solução que não sabemos ser vacina ou placebo. Eu, particularmente, não tive nenhuma manifestação colateral. Ainda não fiz a sorologia e o grupo do estudo tampouco nos revelou os resultados dos novos exames durante o estudo – declara o médico.


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Os voluntários que participaram dos testes somente saberão se tomaram a vacina ou o placebo em um ano ao fim da pesquisa. Flávio sabe que o início da vacinação contra a Covid em Niterói ou em qualquer outra cidade do Brasil dependerá dos trâmites de autorização da Anvisa. Mas afirma que, assim que for autorizada a vacinação, a cidade estará pronta para vacinar, já que tem se revelado como referência na atuação contra a Covid.


Como a infecção da doença se apresenta de inúmeras formas, desde os assintomáticos até quadros graves que resultam nas internações em UTI, Flávio ressalta que tem diagnosticado muitos casos de pacientes com dores no corpo, perda de olfato e paladar, tosse, febre, cansaço, dor de cabeça, entre outros.


E reforça:


- Os cuidados já são de domínio público e exaustivamente explanados nos veículos de comunicação, tais como: evitar aglomerações, uso de máscara, lavagem das mãos e políticas de distanciamento social.



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