Vacinação chega em boa hora; internações por Covid não param de crescer em Niterói

Atualizado: Jan 20

Cidade bate recorde atrás de recorde de internações no SUS e já tem 252 hospitalizados, quase 50% a mais que no último dia de 2020



O aumento impressiona. Dia 31 de dezembro, último dia de 2020, Niterói registrava 175 pessoas hospitalizadas em leitos ou UTIs na rede do SUS, de acordo com dados da Prefeitura. No último boletim divulgado, nesta terça-feira (19), a Secretaria de Saúde reportou 252 pessoas internadas. Além disso, a cidade tem 234 pessoas em isolamento e tratamento domiciliar, contra 95 no fim do ano.


A sequência dos últimos dias é significativa: 209, 216, 220, 218, 235, 240, 245, 249 e 252 hospitalizados. A Secretaria de Saúde ainda não forneceu dados sobre os locais onde estão internadas estas pessoas.

O pico de casos, por semanas epidemiológicas, de acordo com dados da Prefeitura. Ontem, já havia um novo recorde: 252 internações


O ano não tem sido bom para a cidade no combate à Covid, desde o dia primeiro até agora foram 3.472 novos casos da doença, uma média de 192 registros por dia. O avanço da doença também resulta em número expressivo de mortes, 76 óbitos este ano, em apenas 18 dias, uma média de 4,2 falecimentos a cada 24 horas, nesta segunda onda da doença.,


Os epidemiologistas preferem analisar tendência a considerar dados isolados. Embora a Prefeitura não publique dados sobre a evolução da doença, o A Seguir: Niterói compila, diariamente, as informações fornecidas pela Secretaria de Saúde nos boletins epidemiológicos para estabelecer o quadro da Covid por semanas epidemiológicas, como é o padrão da OMS.


O número de novos casos, por semanas epidemiológicas, segundo dados da Prefeitura

O número de mortes, por semanas epidemiológicas, segundo dados da Prefeitura


A leitura dos gráficos permite ver como o Coronavírus volta a se espalhar na cidade e o aumento de casos e mortos aponta para uma segunda onda da doença a partir de novembro. Na última semana, a segunda semana epidemiológica do ano, houve queda do número de casos e de mortes, mas a cidade se mantém ainda num pico maior do que o registrado na primeira onda da doença, em maio e junho. O número crescente de internações confirma que a Covid ainda é uma ameaça muito presente na vida da cidade.


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