'Vacina é vida!', afirma Gérson, o Canhotinha de Ouro

Com 80 anos completados em janeiro, craque da seleção de 70 defende vacinação e critica negacionismo em torno da doença


Por Gabriel Gontijo

Foto: Reprodução/YouTube/Super Rádio Tupi


Um dos titulares da Seleção Brasileira da Copa de 70, Gérson Canhotinha de Ouro, até hoje é conhecido por falar sem medo o que pensa, tanto é que um dos apelidos dele é "Papagaio". E mostrando que não tem mesmo papas na língua, o Canhotinha disse ao A Seguir: Niterói que aguarda com boa expectativa receber a vacina contra a Covid-19.


Com 80 anos completados em janeiro, Gérson de Oliveira Nunes é nascido e criado em Niterói, e mora em São Francisco, na Zona Sul. Desde a chegada da pandemia, ele deixou de fazer as caminhadas que costumava fazer na orla da praia e passou a se exercitar em casa. Além disso, diz que tem sido "chato" nos cuidados sanitários e criticou o negacionismo em torno da doença e da vacinação.


- Antes de tudo, vacina é vida! Então, é claro que eu sou favorável à vacinação. Estou com uma expectativa muito grande sobre a imunização em Niterói e também no Brasil. A Covid é uma coisa muito séria, está morrendo gente que não deveria falecer. Se desde o início fosse feito um trabalho sério, de se pensar nas vidas, tenho certeza que a situação seria outra. Como eu fiz 80 anos e a minha esposa tem 79, então estamos na fila para sermos vacinados e torcendo para que toda a população de Niterói seja imunizada em breve - contou o ex-jogador.


Embora integre o grupo prioritário por causa da idade, Gérson segue trabalhando normalmente na Super Rádio Tupi, onde é comentarista desde 2015. É sincero ao reconhecer que sente "medo" quando se desloca até a rádio. Por isso, ele não abre mão da máscara, do álcool em gel e afirmou que "não tem ido em lugares que costumava ir normalmente".


- Isso mudou a vida de todo mundo, não só a do niteroiense ou do brasileiro. O planeta é outro por causa da pandemia. E espero que seja outro após o fim desse problema - comentou em tom esperançoso.


Carteira de vacinação é a mesma desde a infância


Enquanto muitas pessoas públicas romperam amizades com outras personalidades por causa de opiniões divergentes sobre a pandemia, o eterno Camisa 8 do Tri afirma não ter tido nenhum problema a respeito, até porque "reclamaria tranquilamente" se fosse o caso. Além disso, alegou ter desde criança a mesma carteira de vacinação.


- Ainda bem que ninguém reclamou comigo sobre isso, porque eu reclamaria tranquilamente se ouvisse algo do tipo. Todo mundo que trabalha aqui na emissora é a favor da vacina, e tem que ser mesmo. Não pode ser contra. Isso é a vida, cara! Ou você morre ou você vive. Desde criança eu tomo todas as vacinas, tanto que eu tenho até hoje a minha caderneta de vacinas. E é a mesma desde a infância! De acordo com os cientistas, mesmo que você pegue a doença, ela vem mais branda por causa da vacina. Quer dizer, ninguém deveria ser contra - enfatiza Gérson.


Felicidade com o Fluminense, mas tristeza com o Botafogo


O ex-jogador nunca escondeu de ninguém ser torcedor do Fluminense, clube pelo qual encerrou a carreira em 1974, quando tinha 33 anos de idade. Na ocasião, conseguiu o título estadual um ano antes, sendo esta a única conquista com a camisa do Tricolor das Laranjeiras.


A respeito do time, ele mostra alegria em comentar a boa fase atual, com boas possibilidades de classificação para a Libertadores. Mas não deixa de lamentar o péssimo momento do Botafogo, rebaixado com quatro rodadas de antecedência. Pelo Glorioso, o ex-jogador disputou o maior número de partidas na carreira, tendo como maior conquista a Taça Brasil de 68.


- Se o Fluminense se classificar para a Libertadores e for campeão, estarei lá no Maracanã, já vacinado, e vou tirar a camisa pra comemorar com a galera tricolor (risos). Mas gostaria de fazer o mesmo com o Botafogo, só que infelizmente não posso pela atual situação do time. Os dirigentes colocaram a equipe nessa situação, e quando abriram os olhos viram o que fizeram com o clube. Pelo menos sobrou o Fluzão para torcer, até porque sou Fluminense duas vezes. Uma porque torço para o clube e outra porque nasci em Niterói - brinca o Canhotinha de Ouro.

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