Vacina contra Covid: saiba o que pensam candidatos a Prefeito de Niterói

Há quem defenda vacinação obrigatória e outros acham que é preciso conscientizar os pais


Há pelo menos 11 vacinas em fases avançadas de teste no mundo


Vacinar ou não vacinar contra a Covid-19? Quando houver um imunizante de eficácia comprovada, a vacinação deve ou não ser obrigatória? Esta é uma discussão nacional que não tem muito sentido diante da gravidade da pandemia de Covid e das centenas de milhares de vidas perdidas no Brasil, mas, com a polêmica em Brasília, o A Seguir: Niterói ouviu também os candidatos a Prefeito de Niterói sobre o assunto.


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Dos seis candidatos cujos partidos têm representação na Câmara dos Deputados, cinco participaram da série de sabatinas do A Seguir: Niterói. Convidado, Allan Lyra, do PTC, confirmou mas não compareceu. Veja as respostas dos candidatos:


AXEL GRAEL, candidato do PDT a Prefeito:


“Eu sou a favor da obrigatoriedade da vacina contra Covid. É importante entender que a obrigatoriedade não significa uma imposição violenta. A legislação brasileira já considera que, nestas doenças com potencial epidêmico, como a pólio, por exemplo, a vacinação é obrigatória. Quando você fala que é obrigatório está dizendo que o pai deve levar o filho para tomar vacina. Não significa que vai ter um policial levando a criança para vacinar. Essa discussão ficou no século passado. É uma questão de saúde pública. É uma questão de conscientização de cada cidadão, pensando na coletividade, que ele se vacine”.


FELIPE PEIXOTO, candidato do PSD a Prefeito:


“Quem vai definir se vai ser obrigatória ou não vai ser lá o governo federal, a Anvisa. O que posso dizer é: sendo obrigatório ou não, a gente vai ter a vacina aqui para poder aplicar nas pessoas. Seja o Governo federal comprando ou não, seja o estado comprando ou não, a Prefeitura vai adquirir a vacina, e um corpo técnico-científico vai fazer a avaliação de qual o melhor produto de acordo com os estudos. Se é obrigatório ou não, não me cabe como Prefeito obrigar as pessoas. Tendo vacina, vamos adquirir e disponibilizar para a população de Niterói”.


FLÁVIO SERAFINI, candidato do PSOL a Prefeito:


“Se for segura e sem efeitos colaterais, acredito que a vacina contra a Covid-19 deve ser obrigatória. Mas se ela tiver efeitos colaterais mais fortes, num caso destes, acho que não deve ser obrigatório. Se tiver efeitos leves, não impactantes, aí, sim, acredito que deveria ser obrigatória”.


JULIANA BENÍCIO, candidata do Novo a Prefeita:


“Eu sou a favor de políticas públicas que sensibilizem a população em prol da importância da vacina. Sou a favor da vacina, mas não acho que deva ser obrigatória. Tenho quatro filhos e sempre vacinei todos. Nunca soube de alguma mãe que recebesse alguma punição por não vacinar. Não existe obrigatoriedade. O cidadão não é punido por não vacinar. Eu acho que tenho que fazer campanha, sensibilizar, e a população vai vacinar. Eu não faria fiscalização para ver qual mãe que não vacinou. Mas vou acompanhar o resultado. Agora, se eu verificasse que de 100 mil crianças de Niterói, por exemplo, só 30 mil vacinaram, aí a campanha não teve o efeito esperado. E a gente toma outras medidas. Agora obrigar cada mãe a dar vacina para o filho eu não vou. Você pode ter um efeito muito grande sem obrigar as pessoas a fazerem as coisas. Nunca vi uma mãe ser punida porque não levou o filho para vacinar, vocês já viram? Eu uso minha máscara, estou sempre de máscara, cumpro as leis, é muito diferente. Agora, sou a favor de conscientização da população. A mãe cuida do filho.”


DEULER DA ROCHA, candidato do PSL a Prefeito:


“Acho que você tem que ser cauteloso para falar deste assunto, que é sério, científico. O gestor que se antecipa sobre aspectos de cunho científico agindo com o fígado... eu não me meto nisso. Uma conduta que você não vai esperar de mim. Vou ouvir. Ouvir um grupo, porque você não pode nem ouvir um só, porque eu não vou cometer um erro, vou formar um grupo, com quatro, cinco pessoas, e ouvir, porque eu não posso tomar uma atitude errada. Isso aí é uma irracionalidade, uma temeridade, e tem que ter racionalidade com isto.”


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