Vacinação em Niterói será do Programa Nacional de Imunização e pode começar dia 20 de janeiro

Apesar de acordo da Prefeitura com Butantan, Coronavac será distribuída pelo Ministério da Saúde ao mesmo tempo para todas as cidades


A coronavac, já em produção no Butantan, em São Paulo


A vacinação contra a Covid no Brasil seguirá o Programa Nacional de Imunização (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde, que prevê que "todos os brasileiros receberão a vacina simultaneamente." O governo federal vai fazer a distribuição das vacinas em todo o país, obedecendo a critérios demográficos e sem privilégios para estados ou cidades. O Estado de São Paulo, assim como Niterói, que participaram dos testes da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac e fizeram contratos com o Instituto Butantan, não receberão a vacina antecipadamente, fora do programa.


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As informações foram dadas pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Butantan.

O governo federal incorporou todas as doses da Coronavac no Programa Nacional de Imunização e deve estabelecer o calendário de distribuição das vacinas em todo o país. No sábado (9), o Diretor do Butantan, Dimas Covas, explicou a situação:


- No momento, o Butantan tem 6 milhões de doses e serão incorporadas pelo ministério, à medida que houver liberação do uso emergencial (pela Anvisa). Essas vacinas serão distribuídas por todos os estados de forma proporcional, obedecendo a critérios demográficos e número de pessoas nas faixas de risco. Todos os estados serão atendidos. Com essas e mais 2 milhões vindas pela Fiocruz, teremos, em janeiro, 8 milhões de doses para iniciar a campanha (nacional) de vacinação.

Durante a semana, o Prefeito de Niterói, Axel Grael, manteve conversas com o Instituto Butantan na tentativa de assegurar a prerrogativa da cidade de receber a vacina logo, seguindo o acordo feito para a compra do imunizante. O governador João Dória, que conduziu a aproximação do Butantan com a farmacêutica chinesa, ainda conta iniciar a vacinação no estado antes do governo federal. Mas o detalhamento do acordo do Ministério da Saúde com o Butantan, no fim de semana, parece tornar mais difícil descolar a vacinação do PNI. O Butantan esclareceu que, mesmo as doses de vacina importadas da China e que já estão em São Paulo, serão destinadas à campanha nacional.


- As 46 milhões de doses que serão fornecidas ao Ministério da Saúde incluem as 10,8 milhões que foram adquiridas da biofarmacêutica Sinovac e já estão em solo brasileiro - estabeleceu a instituição. Espera-se que a vacinação de 24 a 48h depois que a Anvisa liberar o uso do imunizante.

Carga com doses da vacina na chegada a São Paulo

O Ministério da Saúde esclareceu no fim de semana que os "brasileiros de todo o país receberão a vacina simultaneamente, dentro da logística integrada e tripartite, feita pelo Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde".

Nos próximos dias, de acordo com o ministério, haverá uma reunião entre o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e representantes dos secretários estaduais e municipais de Saúde para detalhamento da logística de distribuição e do calendário da campanha de vacinação. - Todas as vacinas que estão no Butantan serão, a partir desse momento, incorporadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Elas serão distribuídas de forma equitativa e proporcional, assim como as vacinas da AstraZeneca - disse o Ministro. O mesmo se aplica ao contrato já firmado pelo Governo Federal para a aquisição de doses e transferência de tecnologia da farmacêutica que produz a vacina de Oxford, em parceria com a Fiocruz. O Brasil já tem garantidas 254 milhões de doses do imunizante da farmacêutica, que serão produzidas no país.

A datas

O Ministério da Saúde trabalha com três possibilidades para o início da vacinação no Brasil, ressaltadas pelo Ministro Eduardo Pazuello:

-Até 20 de janeiro: melhor hipótese, com o uso das vacinas do Instituto Butantan e as doses da vacina da Astrazeneca importadas da Índia; -20 janeiro a 10 de fevereiro: hipótese intermediária, já com vacinas produzidas no Brasil pelo Butantan e pela Fiocruz; -10 de fevereiro até início de março: hipóteses de vacinação mais tardia.

As vacinas


O Brasil possui 354 milhões de doses asseguradas para 2021:

-2 milhões da AstraZeneca importadas pela Fiocruz; -100,4 milhões da Fiocruz/AstraZeneca até julho (produção nacional com IFA importada); -110 milhões da Fiocruz/AstraZeneca (produção integral nacional de agosto a dezembro); -100 milhões de doses do Butantan/Sinovac.

O Brasil faz parte ainda do consórcio Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) com 10 laboratórios para acelerar o desenvolvimento, fabricação e acesso igualitário de vacinas conta a Covid-19 – a aliança prevê 42,5 milhões de doses para a população brasileira.

O Ministério da Saúde também está em processo de negociação com os laboratórios Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos; Barat Biotech, da Índia; e União Química, produtor da vacina russa Sputinik V.

Seringas e agulhas

O Brasil já dispõe de cerca de 80 milhões de seringas e agulhas nos estados e municípios. O número é suficiente para iniciar a vacinação ainda em janeiro. A Organização Panamericana de Saúde garantiu reforço de 8 milhões de seringas e agulhas para final de janeiro até início de fevereiro - no total, serão 40 milhões de unidades. Outras 30 milhões já requisitadas pelo Ministério da Saúde à Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos.

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