Viradouro dispensa funcionários diante da incerteza do carnaval

Escola vai manter obras no barracão mas não tem previsão de atividades na quadra


Liga das escolas só vai se reunir em setembro. Foto: divulgação


Sem qualquer definição sobre o carnaval do ano que vem, a Viradouro anunciou nesta segunda-feira, 17, medidas de emergência, pra manter funcionando atividades essenciais, e dispensou funcionários que trabalham nos barracões para a preparação do desfile. A Prefeitura do Rio ainda não definiu nada sobre a realização do desfile, adiamento ou cancelamento. A próxima reunião da Liga das Escolas de Samba, Liesa, está prevista apenas para setembro.


Em entrevista recente ao A Seguir Niterói, dirigentes da escola campeã do carnaval carioca, prenunciavam as dificuldades, devido às incertezas inerentes à pandemia que assolou o Brasil e o mundo – e que podem determinar o adiamento da realização dos desfiles no Carnaval de fevereiro de 2021. Mas trabalhavam para manter a escola em atividade. Hoje, a escola anunciou as seguintes resoluções, em documento assinado por Marcelo Calil e Marcelinho Calil:⠀⠀


“1 - Serão mantidos os empregos dos funcionários do barracão da Cidade do Samba que forem imprescindíveis para a recuperação do prédio da Escola, atingido pelo incêndio no fim de abril deste ano, até que sejam concluídas as obras. Os demais funcionários terão suas demissões oficializadas por razões de ausência de função, sendo que as verbas rescisórias e o auxílio-desemprego os manterão até a retomada das atividades para o Carnaval de 2022 ou antes deste período, em caso de antecipação de retorno em virtude de adiamento por menor prazo.


2 - Os profissionais já renovados para a próxima temporada, ainda que haja cancelamento ou adiamento do desfile, terão 50% do valor de seus contratos mantidos até o próximo Carnaval. Caso exista alguma verba adicional de patrocínio (além das usuais), será rediscutida a remuneração do contrato.


3 - Os funcionários da quadra imprescindíveis à manutenção da mesma terão seus empregos mantidos. Os demais terão suas demissões oficializadas pelos motivos previamente relacionados (item 1), com readmissão prevista quando da retomada das atividades.


4 - Essa presidência, neste momento de tão importantes e sensíveis decisões completamente alheias a seus desejos, se sente em profunda tristeza por ter de tomar tais atitudes, algo que jamais ocorreria caso essa avalanche de incertezas e prejuízos não tivesse surgido juntamente à pandemia. De todo modo, a presidência se compromete a estudar, caso a caso, possibilitando ajuda especial a membros que se apresentarem em maiores dificuldades, amenizando desta forma a dor das perdas econômicas.”



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