Volta às aulas presenciais em escolas privadas de Niterói tem baixa adesão

Instituto GayLussac é um dos poucos colégios que retornaram suas atividades presenciais nesta segunda (1º)


Por Livia Figueiredo



Alunos do Instituto GayLussac retornam às aulas presencias nesta segunda / Foto: Divulgação


Não foi como o esperado. Apesar de o decreto da Prefeitura de Niterói ter autorizado o retorno das aulas presenciais das escolas particulares para esta segunda (), a maioria das instituições optou por retornar suas atividades apenas na próxima semana, dia 8 de fevereiro. É o caso de escolas tradicionais na cidade como La Salle Abel, Salesiano, pH, São Vicente, Assunção, Instituto Maia Vinagre e Centrinho. O Instituto GayLussac foi uma das poucas escolas que aderiram ao retorno no dia autorizado pela Prefeitura.


Já o Colégio Pensi fará seu retorno de forma escalonada: estudantes dos Ensinos Médio e Fundamental II (6º ao 9º ano) irão retornar às salas de aula na próxima quarta (03/02), já o Ensino Fundamental I irá retomar às atividades presenciais no dia 8 de fevereiro, como as demais redes de escolas particulares da cidade. O retorno de todas as escolas seguirá o esquema híbrido, atendendo os protocolos de sanitização estabelecidos pelo município, como o uso obrigatório de máscaras, álcool gel, aferição de temperatura na entrada da instituição e capacidade máxima de 30% dos alunos nas salas de aula.


Nesta segunda, o GayLussac deu início ao seu ano letivo com alunos de todas as séries, desde o Grupo 1 da Educação Infantil, ou seja crianças que têm a partir de um ano de idade, ao 3º Ano do Ensino Médio. O retorno foi híbrido. Isso significa dizer que quem está em casa assiste às aulas por videoconferência, ao vivo, e pode interagir com a turma e o professor. Para isso, a escola instalou câmeras full HD em todas as salas.


Segundo informações da assessoria da escola, a adesão foi boa, como o esperado, pois foram feitas entrevistas prévias com os pais e 85% aderiram ao retorno presencial. A partir do resultado da pesquisa, espaços da escola foram planejados para comportar os alunos. Foi criado também um revezamento entre grupos, por semana, para respeitar o limite dos estudantes por ambiente e as políticas de distanciamento social. Além disso, na porta de entrada foi colocada uma placa com o número máximo de pessoas que podem ficar no interior do local. Caso o aluno faça parte do grupo de risco, a recomendação é que ele tenha aula remota. O colégio afirma que os profissionais que também fazem parte desse grupo estão desde março trabalhando no esquema remoto.


- O retorno às aulas ocorreu de modo tranquilo. O importante, também, foi o sentimento de estar num ambiente seguro. Os alunos estavam ávidos pelo retorno e os professores estão seguindo e orientando os protocolos. É necessário considerar educação como atividade essencial hoje e sempre. As escolas devem estar preparadas para receber os alunos seguindo os protocolos estabelecidos pelos órgãos oficiais, como a Secretaria de Saúde e de Educação – disse a diretora geral do GayLussac, Luiza Sassi.

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