'As pessoas acham que a pandemia acabou e levam Covid para casa’, diz cardiologista

Médico alerta para o aumento de casos de Covid provocados pela ausência de medidas restritivas Por Livia Figueiredo O médico Luiz Rubem Marinho. Foto acervo pessoal “O momento é de muita tensão. As pessoas pensam que a Covid está acabando, mas, na verdade, estamos vivendo uma segunda onda”, relata um dos diretores do Hospital do Coração Samcordis, em São Gonçalo, Luiz Rubem Marinho. O médico é cardiologista e tem 71 anos. Por fazer parte do primeiro grupo prioritário, a expectativa é de que bem em breve ele receba a vacina CoronaVac. O hospital, considerado cardiológico de médio porte, tem poucos leitos de Covid e, segundo o médico, eles estão sempre lotados. Ele atribui o aumento de casos à flexibilização, provocada pela ausência de medidas restritivas de lockdown e às festas de fim de semana. - A gente observa que as pessoas não aguentam mais ficar em casa e, por conta disso, estão cada vez mais indisciplinadas quanto aos protocolos que os secretários de Saúde preconizam. As pessoas relaxaram e o reflexo disso é a alta contaminação. A única solução para essa pandemia é a ciência – destacou. Ele relata que não houve perdas de profissionais de saúde no hospital, mas diz que a tensão na emergência é diária, pois mesmo utilizando as ferramentas de proteção, como EPIs e máscara, o risco existe. -A maioria das enfermeiras foi contaminada, assim como os médicos e as atendentes, mas graças a Deus não tivemos perda nenhuma - concluiu.

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