'Considero os movimentos antivacina marginais', diz especialista da Fiocruz

Pneumologista da Fiocruz Margareth Dalcomo foi uma das primeiras vacinadas com o imunizante da Oxford/AstraZeneca Pneumologista Margareth Dalcolmo foi uma das primeiras imunizadas. Agência Brasil Uma das vozes mais lúcidas do combate à pandemia, a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo foi a segunda pessoa no Brasil imunizada com a vacina da Oxford/AstraZeneca. Logo após a aplicação, a especialista falou com a imprensa e aproveitou para dar um recado a quem se opõe à vacinação: Leia mais: 'Não há tratamento precoce previsto', declara médico sobre a Covid-19 — Considero os movimentos antivacina movimentos marginais — criticou a especialista, enfatizando a qualidade dos imunizantes que já temos em território nacional, a Coronavac e a vacina de Oxford/AstraZeneca. Questionada sobre como se sentia depois de receber a primeira dose da vacina, a pneumologista disse que a vacinação dos profissionais da Fiocruz, neste sábado, tem caráter simbólico. Para ela, a comemoração virá, de fato, quando a cobertura vacinal no Brasil for suficiente para proteger a população e reduzir a letalidade da Covid-19. Veja também: Médica Margareth Dalcolmo se emociona com atraso das vacinas: 'Missões diplomáticas falharam' — Vamos comemorar de verdade quando tivermos 70% da população vacinada — disse Margareth Dalcolmo em conversa com a Globonews. Por fim, a especialista celebrou os colegas profissionais de saúde da linha de frente e ressaltou que mesmo com a imunização, a população precisa manter os cuidados sanitários, uma vez que o novo coronavírus muito possivelmente nunca será completamente eliminado. — Esse vírus permanecerá nas nossas vidas com caráter endêmico. Portanto cuidados essenciais serão necessários. Profissionais de saúde foram imunizados na Fiocruz. Reprodução Imunizante veio da Índia Margareth Dalcolmo foi a segunda profissional da saúde no Brasil a receber a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca, numa cerimônia simbólica promovida neste sábado na Fiocruz. A fundação é parceira da universidade de Oxford na produção do imunizante em território nacional. O primeiro carregamento da vacina, no entanto, foi importado da Índia e chegaram ao Brasil na noite de sexta-feira. Tratam-se de dois milhões de doses, que serão integradas ao Plano Nacional de Imunização e, portanto, distribuídas a estados e municípios. Em acordo entre governadores, ficou definido que 5% do total será enviado emergencialmente a Manaus, que tem sofrido forte impacto da pandemia nas últimas semanas. O Rio de Janeiro ficará com 185 mil doses da vacina de Oxford, que garantirão a imunização de 92,5 mil pessoas, com duas doses para cada um. A Fiocruz agora aguarda a chegada do ingrediente farmacêutico ativo para iniciar a produção da vacina em Bio-Manguinhos. O laboratório público terá capacidade para produzir até 200 milhões de doses do imunizante até o fim do ano.

© 2020. A Seguir Niterói. Todos os direitos reservados. Site por Grazy Eckert e João Marcos Latgé.