A guerra da vacina: Governo Federal e SP disputam quem fica com a Coronavac

Ministério da Saúde requisitou as vacinas do Butantan, mas Instituto paulista se nega até receber o plano da vacinação Mais um capítulo na desastrada campanha e vacinação que o governo federal anuncia para quarta-feira, dia 20, em todo o pais. O Ministério da Saúde requisitou as 6 milhões de doses da Coronavac estocadas no Instituto Butantan em São Paulo. A rigor, as únicas vacinas disponíveis para a campanha, depois do fracasso do voo que deveria trazer da Índia 2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford. Mas o Instituto rechaçou o pedido, alegando que o governo deve indicar quantas vacinas serão distribuídas em São Paulo, para que sejam reservadas na operação. O Ministério da Saúde enviou na tarde desta sexta (15) um ofício ao Butantan dizendo que as vacinas adquiridas para o Plano Nacional de Imunização teriam de ser entregues imediatamente. No entanto, a falta de informações sobre as cotas iniciais destinadas a São Paulo teria desagradado ao governo de São Paulo. A vacinação se tornou um embate político entre o Presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória, que articulou as negociações do Butantan com o laboratório chinês Sinovac. O jornal Folha de São Paulo especula que está aberto o caminho para a judicialização da vacina.

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