Anvisa aprova vacina da Pfizer, que o Brasil não aceitou comprar

Farmacêutica chegou a oferecer 70 milhões de doses ao Ministério da Saúde, mas negociações não avançaram Reprodução A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comunicou, na manhã desta terça-feira, que liberou o uso definitivo da vacina produzida pela Pfizer. É a primeira autorização do tipo concedida no Brasil e nas Américas. O imunizante, no entanto, não foi adquirido pelo Ministério da Saúde, que reitera insatisfação com os termos de contrato. Leia mais: Mãe e padrasto de suspeitos de furar fila do Azevedo Lima terão que depor A autorização definitiva chegou depois de 17 dias de análise do pedido e em meio a um impasse entre a farmacêutica e o Governo Federal. A Pfizer informou a senadores que não aceita as exigências do Ministério da Saúde para a venda de seu produto no país. As negociações entre Pfizer e Governo Federal estão emperradas desde o ano passado. Em agosto de 2020, com estudos adiantados, a Pfizer chegou a oferecer 70 milhões de doses ao país, com prazo até dezembro. A quantidade teria permitido ao país imunizar 35 milhões de brasileiros. O Ministério da Saúde, no entanto, jamais concordou com as cláusulas contratuais, e já expôs publicamente a insatisfação com a empresa. Foi, inclusive, a respeito da vacina da Pfizer que o Presidente Jair Bolsonaro fez uma declaração que virou meme. Insinuando a falta de garantias de eficácia do imunizante, ele disse: Se você virar um jacaré, é problema seu".

© 2020. A Seguir Niterói. Todos os direitos reservados. Site por Grazy Eckert e João Marcos Latgé.