Anvisa autoriza uso emergencial e temporário de vacina contra Covid

Niterói assinou acordo com o Instituto Butantan para iniciar vacinação em janeiro O Prefeito Rodrigo Neves (à esquerda) assina, no Instituto Butantan, em São Paulo, memorando para a compra da vacina. Foto Divulgação A quinta-feira 10 de dezembro foi de boas notícias em meio à pandemia de Covid, especialmente para quem mora em Niterói. Além de a Prefeitura ter assinado memorando com o Instituto Butantan para a compra de 1,1 milhão de doses da vacina CoronaVac, para dar início à imunização em janeiro, em Brasília a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou resolução que “abre possibilidade aos laboratórios de solicitarem autorização para uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas contra covid 19”. Leia mais: O acordo da Prefeitura de Niterói com o Butantan para iniciar vacinação A decisão, tomada nesta quinta-feira durante a 11ª Reunião da Diretoria Colegiada, oficializa o pedido de uso emergencial de vacina anunciado no dia 2 de dezembro pela própria Anvisa. Segundo a agência, nenhum laboratório solicitou, até o momento, o uso mesmo após a Anvisa ter publicado um guia com os requisitos para esse pedido. A Anvisa não faz referência a uma vacina específica. A vacina que Niterói vai comprar é a Coronavac, desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan e testada aqui em parceria com a Fiocruz. É justamente a vacina a que o Presidente Bolsonaro se opõe, pois é a "chinesa", a mesma comprada também pelo Governador de São Paulo, João Dória, adversário do Presidente. “Serão considerados dados de estudos não clínicos e clínicos, de qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle e resultados provisórios de ensaios clínicos, entre outras evidências científicas. Além disso, a empresa deve apresentar informações que comprovem que a fabricação e a estabilidade são adequadas para garantir a qualidade da vacina”, informou, por meio de nota, a Anvisa. A agência esclarece que a autorização de uso emergencial e temporária é restrita a um “público previamente definido”, não substituindo o registro sanitário. “A modalidade de uso emergencial e temporário está prevista em regulamento e pode trazer benefícios a determinados e controlados grupos, como medida adicional para o enfrentamento da pandemia. O pedido de uso emergencial e temporário deve ser submetido pela empresa desenvolvedora da vacina contra covid-19”, detalhou a Anvisa. (com Agência Brasil)

© 2020. A Seguir Niterói. Todos os direitos reservados. Site por Grazy Eckert e João Marcos Latgé.