Anvisa suspende estudos com vacina chinesa testada em Niterói

Decisão surpreendeu pesquisadores do Instituto Butantã, que coordena testes no Brasil. Niterói participa da pesquisa A Agência Nacional de Vigilância Sanitária surpreendeu a comunidade científica nesta segunda-feira, 9, ao determinar a suspensão do estudo clínico da vacina Coronavac no Brasil, após a ocorrência de um evento adverso grave. A vacina é desenvolvida pela chinesa Sinovac e será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Segundo os jornais O Globo e Folha de São Paulo, o efeito adverso em questão foi a morte de um voluntário de 33 anos, morador de São Paulo, no dia 29 de outubro - um caso questionado pelas autoridades de saúde do estado. Em depoimento à TV Cultura, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que estranhou a decisão da Anvisa porque "é um óbito não relacionado à vacina." notificado pelos próprios pesquisadores. Segundo ele, entre os milhares de participantes do estudo, podem ocorrer mortes por causas não relacionadas à vacina, como acidentes de trânsito e mesmo esses tipos de acidentes precisam ser relatados. Os testes da Coronavac estão na fase 3 no Brasil, com o monitoramento de 13 mil voluntários pelo Butantan e centros conveniados. Niterói participa dos testes, com mais de mil profissionais de Saúde. A surpresa foi ainda maior pelo fato da Anvisa suspender a testagem sem avisar antes ao instituto Butantã. A Vacina chinesa tem sido objeto de críticas do Presidente Jair Bolsonaro, que chegou a afirmar que o Brasil não comprará esta vacina. O anúncio foi feito no mesmo dia que o governador de São Paulo, João Dória, anunciou a chegada do primeiro lote da vacina no dia 20 de novembro. O acordo com o governo estadual de São Paulo prevê 46 milhões de doses vindas da China. O Butantan tem capacidade para produzir mais 60 milhões de doses até maio de 2021.​

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