Aumento de Covid afeta também 2º turno da eleição em São Gonçalo

Com 100% dos leitos ocupados, município voltou a adotar medidas restritivas por Gabriel Gontijo São Gonçalo: segundo turno será entre Dimas Gadelha (PT) e Capitão Nelson (Avante) Um dia após o Prefeito de São Gonçalo, José Luiz Nanci, adotar novamente medidas restritivas por causa do aumento de casos e mortes por Covid-19 no município, a população enfrenta o medo. Já os candidato a Prefeito que passaram para o segundo turno, Dimas Gadelha (PT) e Capitão Nelson (Avante), ainda avaliam os impactos na campanha. As medidas restritivas por causa da Covid vão até dia 27, dois dias antes da eleição, no dia 29. Leia mais: As medidas restritivas adotadas por São Gonçalo com aumento da Covid A cidade tinha conseguido reduzir a taxa de contaminação, que agora voltou a crescer. Desde o início da pandemia, em março, 21.146 pessoas foram contaminadas por Covid e 732 morreram em São Gonçalo. No levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, o número é ainda maior: 803 óbitos, até o boletim desta quarta-feira (18). E os leitos e UTIs destinados a pacientes com Covid estão lotados, com 100% de ocupação. Para Capitão Nelson, candidato do Avante, "é muito complicado se posicionar sobre isso, uma vez que nem a comunidade científica internacional consegue prever como o vírus estará no ano que vem". Apesar disso, afirma que as medidas restritivas impostas por Nanci não afetarão em nada o ritmo que ele planejou para a reta final de campanha, pois já vinha concentrando a busca por votos mais nas redes sociais. - Sobre a campanha, é importante relembrar que, no início do período eleitoral, no auge da pandemia, medidas restritivas também estavam em vigência. O jeito de fazer campanha sem rua, apoiado nos meios virtuais, é conhecido em toda a minha campanha. Por isso que acredito que essa situação não será um impeditivo - diz o candidato do Avante. O candidato do PT, Dimas Gadelha, afirma que "vai atuar no enfrentamento necessário para a cidade não sofrer mais do que tem sofrido nos últimos meses", caso seja eleito. Quando perguntado se acha que as medidas restritivas vão influenciar na escolha do eleitorado, ele diz que está "avaliando" de que maneira sua campanha pode não ser prejudicada pelos impactos que as restrições de circulação poderão ter no eleitor. Há moradores da cidade que dizem que não vão votar no segundo turno, dia 29 de novembro, por causa da insegurança em meio à pandemia. O motorista de aplicativo Augusto César da Conceição, de 57 anos, criticou a falta de cuidados nas seções eleitorais. - Se você entra em qualquer supermercado encontra a medição de temperatura e o álcool em gel. Por que nos locais de urna não tem? É uma dificuldade muito grande, somada às que já encontramos no dia a dia desde o início da pandemia e que devem piorar agora - diz o motorista, que mora no Galo Branco. Ele acrescenta que há meses a quantidade de corridas caiu e que, agora, por causa do decreto de Nanci, a tendência é reduzir ainda mais. Para a estudante de Comunicação Social da UFF Isabella Rodrigues Mello a vontade de votar é zero. Moradora do Boaçu, ela mora na mesma área que o tio Fábio, que é grupo de risco por ser hipertenso. E há pouco tempo ele chegou a ser internado com pressão alta, o que deixou a família apreensiva. Por esse motivo, todos devem se abster no segundo turno. - Sinceramente, não estou com vontade nenhuma de votar. Tenho um tio que mora no mesmo quintal que o meu e ele é do grupo de risco por ter pressão alta. Por essa razão que ele está afastado do trabalho, até porque ele teve um pico de pressão e teve que ser internado com certa urgência na semana passada. Todo mundo ficou tenso em casa. Além do mais, é um absurdo mandar fechar tudo até o dia 27. Ou seja, dois dias antes do segundo turno vão abrir tudo de novo para o pessoal se aglomerar? Isso é algo descabido, uma falta de respeito - desabafa Isabella, que acrescentou que o tio não vai votar.

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