Como em Niterói, novos prefeitos no Estado do Rio priorizam combate à Covid

Rio, São Gonçalo, Maricá, Caxias e Campos também iniciam gestões com ações de reforço para enfrentar pandemia Por Gabriel Gontijo O Prefeito do Rio, Eduardo Paes (à esquerda), e o Governador em exercício, Cláudio Castro, conversam sobre planos para a vacinação da Covid-19. Foto: Rogério Santana/Governo do Estado Assim como em Niterói, onde o Prefeito Axel Grael anunciou nesta segunda-feira (4) a prorrogação de programas para ajudar no enfrentamento da Covid-19, também nas cinco outras grandes cidades do Estado do Rio o primeiro dia útil de trabalho dos novos Prefeitos foi dedicado a ações contra a pandemia. Rio, São Gonçalo, Maricá, Caxias e Campos têm, se somadas cada população, mais de nove milhões de habitantes, um número superior à metade do total dos moradores do estado. Eduardo Paes (DEM) - Rio de Janeiro Nome bem conhecido da política carioca, Eduardo Paes começou seu terceiro mandado, após derrotar o então Prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), dando prioridade ao combate à pandemia. Um dia antes de tomar posse, passou a virada de 31 de dezembro no Centro de Operações da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, para monitorar a cidade durante o réveillon dentro da atual situação de pandemia. Depois que foi empossado, participou de uma reunião junto com o Governador em exercício, Cláudio Castro, para traçar um plano de vacinação contra a Covid-19 na capital. A expectativa é que a população carioca comece a receber as vacinas a partir do dia 20, mas tudo vai depender do Plano Nacional de Imunização, a cargo do Governo Federal. Além disso, definiu ainda durante a posse um compromisso com a recuperação das contas públicas municipais e com a retomada da geração de empregos. Também traçou como meta emergencial o pagamento do 13º aos servidores municipais que ainda não receberam esse benefício. Capitão Nelson (Avante) - São Gonçalo Capitão Nelson fez visita a dois hospitais públicos municipais nesta segunda (4). Foto: Divulgação/Prefeitura de São Gonçalo Eleito após uma virada surpreendente nos últimos dias da campanha eleitoral, Capitão Nelson teve o apoio do Presidente Jair Bolsonaro e de boa parte dos políticos ligados à bancada bolsonarista. E começou priorizando a pandemia, mas assim que tomou posse precisou explicar duas medidas consideradas polêmicas no município. Após assumir a cadeira de Prefeito, divulgou a lista de secretários e precisou justificar por que escolheu o próprio filho, Douglas Ruas dos Santos, para a Secretaria de Projetos Especiais e Gestão Integrada. Em nota, a prefeitura alegou que o secretário tem todas as qualificações para o cargo, com formação em Gestão Pública. Apesar da acusação de nepotismo, o novo Prefeito argumenta que cargos como o de secretário de estado ou de município não se submetem à Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal, que proíbe a nomeação de parentes na administração pública. Outra decisão controversa foi a extinção da Secretaria Municipal de Cultura, que passaria a ser vinculada à Secretaria de Esportes. A notícia causou fortes protestos em pessoas ligadas ao setor cultural em São Gonçalo. A Prefeitura então afirmou que a medida não passou de um "erro de digitação" e nomeou o vereador reeleito Lucas Muniz (PP) como chefe da pasta, que também é responsável por políticas ligadas ao Turismo. Uma medida emergencial feita foi a ampliação do número de leitos para pacientes com Covid-19 no município. A intenção é priorizar as ações para abrir até 60 novas vagas até o fim de janeiro, sendo 20 vagas para o Hospital das Freiras, na Lagoinha, e 40 para o Hospital de Retaguarda Gonçalense (antigo Menino Deus), no Centro. Além disso, definiu nove ações para os primeiros 100 dias de governo, com medidas voltadas para as áreas da saúde, educação, economia, desenvolvimento urbano, limpeza, iluminação e segurança pública. Fabiano Horta (PT) - Maricá Reeleito com o expressivo percentual de 88,09% dos votos, Fabiano Horta tomou posse em uma cerimônia transmitida on-line por causa da pandemia de Covid-19. E foi justamente sobre este assunto que ele começou fazendo um apelo em seu discurso, pedindo para os turistas evitarem ir à cidade no verão em respeito às regras de isolamento social no momento em que os casos de infecção e óbito pela doença voltaram a subir. Além da preocupação com o novo coronavírus, definiu como prioridades do novo mandato a ampliação da rede de água e esgoto no município, afirmando que tais itens formam "um objetivo central" no segundo governo. Outras questões que Horta definiu como importantes foram o avanço na urbanização e a ampliação das redes de educação, saúde e assistência social. Washington Reis (PMDB) - Duque de Caxias Washington Reis foi reeleito ainda no primeiro turno, com 52,55% dos votos válidos. Entretanto, ele quase não pôde assumir por causa da Lei da Ficha Limpa. Em 2016, ele foi condenado por unanimidade pelo STF por crime ambiental cometido na Reserva Ecológica do Tinguá. O motivo foi a execução, no local, de um loteamento irregular chamado Vila Verde. Mas ele recorreu, e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio autorizou a candidatura no dia 4 de dezembro, permitindo assim a posse. Durante o discurso de posse, definiu como medida mais urgente o pagamento do 13º dos servidores municipais esta semana. Chamou a atenção no discurso de posse o fato de ele ter abordado mais os problemas que enfrentou nos últimos quatro anos do que os planos para o novo mandato. Falando que iniciava um novo "momento de trabalho", Reis disse esperar que 2021 traga coisas melhoras para a cidade. Wladimir Garotinho (PP) - Campos dos Goytacazes Outro com a candidatura ameaçada pela Justiça Eleitoral, Wladimir Garotinho teve o registro deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral por unanimidade. O julgamento foi por causa de uma possível irregularidade no registro do vice, Frederico Paes, sobre uma suposta incompatibilidade na candidatura dele. Entretanto, a chapa foi autorizada a tomar posse. Filho de dois ex-prefeitos da cidade, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, Wladimir definiu como prioridade saber a atual situação dos cofres públicos e colocar em dia o pagamentos dos servidores municipais, que sofrerem constantemente com os atrasos durante todo o ano de 2020. E já começou tratando do enfrentamento da Covid. No dia seguinte à posse, ele e o vice visitaram os principais hospitais administrados pelo município e explicou que Frederico Paes teria uma sala especial tanto no Hospital Geral de Guarus como no como no Hospital Ferreira Machado para poder despachar de ambos os locais e, ao mesmo tempo, acompanhar de perto o que precisa mudar nessas duas unidades de saúde.

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