Conheça propostas dos candidatos a Prefeito de Niterói sobre segurança

Projetos incluem ampliação do programa Niterói presente e retomar o debate sobre armar a Guarda Municipal A pandemia mudou o foco do eleitor de Niterói, com a urgência de ações no combate à Covid e à crise econômica. Mas a questão da segurança ainda é um item importante para o morador da cidade, mesmo com a melhoria dos indicadores de homicídios, assaltos e roubos de carro. Niterói adotou duas ações para atuar numa área que é responsabilidade do governo do Estado: a Guarda Municipal e o programa Niterói Presente. Na campanha eleitoral, os candidatos fizeram críticas à ação da Prefeitura e apresentaram propostas para melhorar os resultados da ação policial. Alguns candidatos sugerem armar a Guarda Municipal, discussão que foi motivo de um plesbicito e rejeitada pela população. Leia também: Conheça as propostas dos candidatos nesta área. O candidato do PTC, Allan Lyra, agendou entrevista com o A Seguir: Niterói mas não compareceu. AXEL GRAEL, candidato do PDT: -A Polícia Militar e a Polícia Civil são do governo do estado. Isso sempre foi argumento para que a Prefeitura não se metesse na agenda da segurança., o que foi um erro. Na gestão do Rodrigo Neves decidimos enfrentar o problema. A Guarda passou de um efetivo de 300 homens e mulheres para 700 e a nossa meta é chegar aos mil, que é o que a legislação permite. Enquanto o Rio de Janeiro optou por UPPs, Niterói optou por outro caminho., as companhias destacadas. São situações diferentes. As UPPs são estrutura paralela à estrutura, ao organograma da polícia, era quase que uma intervenção no território do batalhão e respondia a uma outra hierarquia. No caso de Niterói, elas são companhias destacadas do próprio batalhão. Nós optamos pelas companhias destacadas, pegamos todas as delegacias e reformamos todas, estavam em péssimas condições. E a contrapartida que pedimos foi aumentar o efetivo e hoje nós temos dez vezes mais o número de delegacias e polícia civil - lembrando que nem o batalhão de Polícia Militar nem as delegacias de homicídios atendem apenas Niterói. Mesmo assim, fizemos o investimento. Fizemos o investimento em tecnologia e hoje você consegue acompanhar um carro suspeito, se vc não tem a placa, pelo horário,, pelas características. E tem o Niterói Presente. Chegamos agora à Região Oceânica e assumimos o compromisso de chegar a todos os bairros da cidade. Além disso tem as ações que carácter social, que atuam sobre as causas da violência. -Mas eu queria dizer mais uma coisa. Falar de duas ações da prefeitura que mostram como se pode ter ter resultados. Foi lá no Caramujo, que praticamente só entrava no noticiário por questões da violência. Nós instalamos, numa ação da minha equipe que captou dinheiro de BID, nós instalamos um ginásio esportivo e temos atividades esportivas e culturais e educacionais e o tráfico saiu de lá. E agora no Viradouro estamos fazendo a mesma coisa, mostrando a presença do poder público. Isso é muito importante, tratar estes lugares como parte da cidade, a prefeitura não pode tratar como se não se fizessem parte da cidade. A Seguir: Niterói: A Guarda Municipal deve ser armada? -É assunto encerrado. Nós fizemos uma consulta, um plebiscito para consultar a sociedade, e a sociedade se manifestou contra o uso de armas e nós respeitamos a decisão da sociedade. FELIPE PEIXOTO, candidato do PSD -Presidi a Comissão de Segurança Pública na Câmara Municipal, milito nesse tema há bastante tempo, e você pode pegar meu programa de governo da eleição passada: grande parte das coisas que eu defendi está sendo implementada pela atual administração. O Proeis é algo que defendo desde 2012. No primeiro mandato do Prefeito, ele ignorou e acabou com o Proeis. Vamos permanecer com o Proeis e levar o Niterói Presente para todas as regiões. Vamos ampliar o efetivo da Guarda, que hoje tem 612 agentes e vamos elevar para 1 mil, que é o que permite o estatuto. -Sempre fui contra a Guarda armada. Meu vice, Bruno Lessa, é favorável à Guarda armada. Acho que a polícia tem o seu papel, e a Prefeitura pode continuar auxiliando com o Proeis, com o Niterói Presente... Agora, diferente de quatro anos atrás, hoje não sou tão inflexível a fazer essa discussão. Estou aberto a ver experiências de outros municípios, ouvindo especialistas, e posso submeter essa decisão à sociedade. A população já se reuniu aqui, através de uma consulta pública, e disse não ao armamento da Guarda Municipal. Vou respeitar essa decisão. Mas não estou inflexível em trazer essa discussão novamente. FLÁVIO SERAFINI, candidato do PSOL - Niterói adotou o Niterói Presente e assistiu ao que se assistiu no Brasil inteiro: um processo de queda dos indicadores de criminalidade. Aconteceu em todas as cidades, nos últimos dois anos. Agora, o que aconteceu em Niterói foi um aumento da letalidade policial. Cinquenta e três por cento das mortes ocorridas na cidade aconteceram por ações da polícia (88% eram negros). Neste sentido, a gente entende que a ação da Prefeitura tem que ser diferente. Ou você estabelece um protocolo para reduzir esta letalidade ou esta parceria tem que ser revista. Tem que ser uma parceria preventiva, pode até trazer a Polícia Civil, para integrar numa ação de segurança cidadã. -A gente não tem em Niterói uma ação (das milícias) como a gente vê na zona Oeste do Rio de Janeiro. Mas você ações que se assemelham ao tipo de coação praticado pela milícia. Isso não é de hoje. Vamos lembrar que o irmão do deputado Freixo foi assassinado quando tentava regularizar a questão da segurança no prédio do qual ele era síndico. Há uma série de práticas que são preocupantes, como a cobrança de taxas para isso ou aquilo. Tem que ter sempre atenção e a prefeitura tem que atuar para combater estas prática, para resguardar os direitos da população. A Seguir: Niterói: Alguns candidatos têm falado em armar a Guarda Municipal… -Eu me posicionei claramente no plebiscito contra o armamento da Guarda. JULIANA BENÍCIO, candidata do NOVO (Sobre armar a Guarda Municipal) - Sou a favor do armamento para a Guarda, mas não faria isso jamais sem discutir com a população de Niterói, com a sociedade. Acho que de alguma forma o referendo que foi feito foi manipulado. Mas não se pode falar de armamento sem antes falar de capacitação, de capacitar a guarda, e ter uma mão de obra capacitada pelo município, sem depender de um estado falido e corrupto. Já que segurança é um valor inestimável do cidadão, que a gente tome a rédea dessa segurança e consiga realmente ter uma guarda capacitada e valorizada. Ela estando apta, eu sou a favor do armamento sim, mas isso só diante de uma discussão ampla com a sociedade. Eu jamais teria uma atitude autoritária de armar a guarda unilateralmente. DEULER DA ROCHA, candidato do PSL -Niterói não pode ter uma segurança parcial. Niterói Presente teve um papel importante. Mas não pode ter hora para acabar. Nós formulamos um programa, com base na melhor tecnologia, existe em Berlim, em Barcelona, mas em Berlim com maior sucesso, que espalha a segurança pela cidade, não só num bairro ou outro, e isso tudo monitorado, num terminal central. Essa gestão permite, por exemplo, em Berlim, ter uma ação rápida cobrindo toda a cidade, em dois a oito minutos. Então, se você cria em Niterói uma gestão centralizada e o contingente bem distribuído, você não tem Niteroi Presente, você tem Niterói Onipresente. Se você caminhar em alguns lugares do Fonseca você vai olhar só tem segurança em determinado horário. No Barreto nem tem. Então, você tem que corrigir isso. São responsabilidades que temos que assumir. -A Guarda Municipal deve ser armada? -Deve, sim. E vou dizer porquê. Hoje há uma certa liberalidade na venda de armas no país… A arma deve ser concedida com todas as responsabilidades. Até para o policial. Em alguns estados americanos, só pelo simples fato do cidadão puxar a arma na rua ele é responsabilizado. Mas não pode criar restrição para o guarda, porque o guarda tem responsabilidade de agir, então ele tem que estar preparado para agir… Mas este assunto, tem que ficar claro, decorre de dispositivo constitucional e o prefeito não tem o que fazer sobre isto, tem que respeitar.

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