Construtor revela que empresas já estão alterando projetos para atender novas demandas, em Niterói

Para Selmo Treiger e Luiza Treiger a nova casa é “o abrigo, o refúgio, o lar” Por Selmo Treiger e Luiza Treiger Selmo Treiger e Luiza Treiger. Foto: Divulgação De repente, o susto. Todo mundo em casa. O isolamento se tornou uma enorme necessidade. Nos deixou colados nas notícias do mundo e na espera do dia seguinte. Estabeleceu uma nova rotina. O lar se tornou o refúgio, a segurança de ficar abrigado em casa, o primeiro remédio para a pandemia. Recebi um telefonema de minha filha, minha sócia na nossa empresa de desenvolvimento imobiliário. Foi Luiza ela que me alertou para a importante relação da pandemia e o tema constante em nossas vidas: a responsabilidade de trabalhar construindo lares. Em nossa trajetória e de nossa família, essa relação é quase um sacerdócio. Tornar possível o sonho das pessoas comprarem a casa própria, uma das etapas mais importantes na vida todos nós. Um vez, ouvi alguém comentar a compra da casa própria é o único caso em que saímos para comemorar por ter assumido uma dívida longa, às vezes por mais de vinte anos. Nós fazemos parte deste sonho. Nos dedicamos a desenhar, projetar e construir este sonho. A densidade desta nova situação aprofunda mais ainda a nossa responsabilidade. A casa agora não será mais só um lugar para dormir ou descansar, não será mais só um momento de passagem. Precisamos, inclusive, avaliar a noção de distância, o “longe- perto” passou a ser mais interessante e desejado. O abrigo, o refúgio, o lar, deve ser mais confortável ainda. Trabalhar, estudar, brincar e ter proteção para receber. O nosso espaço no mundo precisa refletir as novas necessidades e acima de tudo priorizar a qualidade de vida. Este futuro, que tão rapidamente virou presente, reforça que devemos preparar o lar como um patrimônio fundamental para a família. Temos percebido, com satisfação, que vários incorporadores imobiliários alteraram seus projetos, mesmo aqueles que já estavam prontos antes da pandemia, para atender a estas novas necessidades. Em geral, são os arquitetos que traduzem no papel os desejos do cliente. Mais do que nunca o trabalho destes profissionais deve ser reconhecido. Serão eles os intérpretes para que os incorporadores consigam materializar o conceito deste novo abrigo, deste refúgio, deste lar. O conforto para a família deve ser o objetivo de todos. Mas numa visão ampla. O meio ambiente, a qualidade no projeto, na execução da obra e a atenção com a saúde são componentes máximos que devem ser respeitados. Tudo mudou. O mundo mudou. Alguns, como nós, poderão reafirmar a sua história. Outros, pelo visto, provavelmente vão ter que fazer a curva e andar na direção da sensibilidade, da solidariedade e da competência, para permanecerem neste mercado. Só assim iremos nortear o caminho com um futuro melhor para todos. Esperamos sinceramente que sim. Vamos em frente! Selmo Treiger e Luiza Treiger são diretores da SDTreiger.

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