Coronavírus: Niterói tem queda acentuada de casos e óbitos

Maior parte dos registros atuais é referente a maio, diz prefeitura As duas últimas semanas trouxeram boas notícias para a cidade, a redução do número de novos casos de Covid e também das mortes em consequência da doença. Foram 400 casos e 17 mortes, na trigésima-segunda semana epidemiológica, que começou no domingo passado, 2 de agosto, e terminou no último sábado, 9. A notícia é ainda melhor porque, segundo estudos da Secretaria de Saúde, estes números divulgados nos boletins diários da Prefeitura refletem uma situação passada; a maioria dos casos e óbitos reporta ao mês de maio. Atualmente, existem duas formas de acompanhar a evolução da doença. Uma, pelo levantamento do número de casos e mortes informado nos boletins diários da Prefeitura, com base na data de notificação; ou seja, no momento da confirmação da doença. Estes dados são a referência mundial para a análise do avanço da Covid, adotados pela OMS e compilados em mais de 150 países pela universidade americana Johns Hopkins. São os dados que aparecem diariamente nos jornais do Brasil, exibidos pelo Ministério da Saúde e pelo consórcio de mídias, que apresenta ainda a média móvel da doença. Na trigésima-segunda semana epidemiológica, quando o Brasil chegou à marca de 100 mil mortes, Niterói registrou 17 óbitos, um dos menores índices desde a expansão da doença, a partir de maio. A mesma tendência se verificou em relação ao número de casos, com a marca de 400 testes positivos no período. Depois de mais de 70 mil testes realizados, o número de novos casos cai. Fonte: Prefeitura/boletins diários Pela segunda semana seguida, o número de mortes cai. Fonte: Prefeitura/boletins diários A outra forma de acompanhar é pelo SIGeo, sistema de gestão de informações da Prefeitura, com dados da Secretaria de Saúde, organizados não pela data da notificação, mas pela data dos sintomas, quando se considera a testagem positiva, ou pela data do óbito. A curva, nestes gráficos, é bem diferente da que se forma a partir dos dados divulgados diariamente pelo Prefeito. Há grande concentração de casos e mortes em maio, quando aconteceu o pico da doença na cidade. No gráfico que considera a data dos sintomas, a queda é consistente, nas últimas semanas. Fonte: SIGeo/ Painel Covid A curva mostra que os registros de mortes caíram nas últimas semanas. Fonte: SIGeo/ Painel Covid Os dados divulgados podem ser confrontados, de certa forma. O gráfico abaixo exibe a curva de óbitos segundo os boletins diários, e como os casos novos, divulgados nos boletins diários das últimas semanas estão sendo redistribuídos ao longo do tempo. Cada cor corresponde a uma atualização do Painel da Covid do SIG, atualizações feitas semanalmente. É possível perceber que os novos casos informados, quando alocados pela data da morte, se concentram em torno do mês de maio, mostrando um pico da doença bem mais intenso do que se podia ver anteriormente. Os registros de mortes efetivamente ocorridas nas últimas semanas é bem menor. A atualização dos dados pela data de morte mostra forte concentração da doença em maio e redução dos casos nas últimas semanas. Fonte: Prefeitura/ boletins diários e SIGeo/Painel Covid. A leitura dos dados, no entanto, não resolve todas as dúvidas, uma vez que a dinâmica da doença é muito intensa e podem ocorrer oscilações, de acordo com a redução das medidas de isolamento e proteção. Diante disto, cientistas consideram que é preciso analisar os dados por períodos mais longos, de pelo menos 14 dias, ou duas semanas, para se estabelecer o estágio da doença.

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