Coronavac e Oxford: conheça as diferenças entre as vacinas

Imunizantes têm tecnologias distintas; intervalos entre as doses também são diferentes Dose da vacina de Oxford/AstraZeneca, um dos imunizantes do Brasil. Agência Brasil O Brasil tem duas vacinas em território nacional: o imunizante Coronavac, que passará a ser produzido pelo Instituto Butantan, e o de Oxford/AstraZeneca, que será fabricado pela Fiocruz. Ambos foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em caráter emergencial, tendo cumprido todos os requisitos de eficácia e segurança. Leia mais: Governo do Estado registra mais mortes em Niterói do que a Prefeitura Desde a semana passada, a Coronavac tem sido aplicada nos brasileiros e, no último sábado, as primeiras doses da vacina da Oxford começaram a ser aplicadas por aqui. Confira as diferenças entre os imunizantes: Coronavac Desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, em parceria com o Instituto Butantan, a Coronavac é desenvolvida a partir do vírus inativado ou enfraquecido. É como se o imunizante "ensinasse" o corpo a se defender da infecção pelo novo vírus sem ficar doente ou desenvolver os sintomas fortes. A imunização é concluída com duas doses, com intervalo de 15 a 21 dias entre as aplicações. Estudos clínicos indicam que a eficácia global da Coronavac é de 50,38%, o que significa que os vacinados têm o dobro de chances de não se infectar com o novo coronavírus. Entre os que se contaminaram, 78% não apresentaram sintomas, logo, não precisaram de assitência médica. Os demais tiveram atendimento ambulatorial. A eficácia em casos graves e moderados é de 100%. Ou seja, não houve nenhum participante sequer internado, muito menos vítimas fatais da Covid-19. O Ministério da Saúde adquiriu, previamente, 46 milhões da Coronavac de doses junto ao Butantan. Produção nacional deve começar até o fim de janeiro, quando está prevista a chegada dos insumos encomendados pelo Governdo de São Paulo à China. Oxford/AstraZeneca Principal vacina do Programa Nacional de Imunização (PNI) ela foi desenvolvida numa parceria entre e Univesidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca. Aqui no Brasil, foi criada uma parceria com a Fiocruz para a realização da fase 3 de testes e a produção em larga escala. Ela funciona a partir da manipulação genética do - tecnicamente chamado vetor viral. O imunizante apresentou 70,4% de eficácia no grupo testado, formado por adultos com menos de 55 anos em três países: Brasil, Reino Unido e África do Sul. Ela deve aplicada em duas doses, com intervalo de até três meses entre elas. Até o fim do ano, Bio-Manguinhos deve ser capaz de produzir mais de 200 milhões de doses. Produção nacional depende da chegada de insumos da China, mas as negociações estão sendo conduzidas pelo Governo Federal, sem prazo para a conclusão. Com esse atraso, a Fiocruz teve que adiar para abril a entrega das primeiras doses.

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