Covid-19 já matou 50 médicos apenas no Estado do Rio

Segundo o Cremerj, maioria das mortes ocorreu em maio, no pico da doença Por Silvia Fonseca Heróis que atuam na linha de frente contra a Covid-19, profissionais de saúde estão entre os mais atingidos. Foto: Agência Brasil O Estado do Rio de Janeiro bateu esta semana a trágica marca de 50 médicos mortos pela Covid-19 desde março, quando surgiram os primeiros casos, segundo levantamento do Conselho Regional de Medicina (Cremerj) a que o A Seguir: Niterói teve acesso. O Cremerj não tem o registro separado por municípios, mas parte dos médicos vítimas de Covid é de Niterói. Em todo o país, já foram cerca de 170 profissionais de saúde mortos, incluindo médicos, enfermeiros e auxiliares, segundo levantamento do Ministério da Saúde. Mais de 180 mil profissionais foram infectados pela Covid desde o início da pandemia no Brasil. Como no caso de Niterói, em que o auge da pandemia ocorreu em maio, também as mortes de médicos no Estado do Rio aconteceram majoritamente naquele mês. Pelos anúncios de falecimento de médicos no site do Cremerj, 29 das 50 mortes de médicos no Estado do Rio aconteceram em maio. De lá para cá esse número tem diminuído. Uma das últimas mortes por Covid registradas no Estado foi a do neurocirurgião e professor da Faculdade de Medicina de Campos Makhoul Moussallem, no começo de julho. A Fiocruz lançou, no fim de julho, a pesquisa nacional “Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19 no Brasil”. O objetivo do estudo é conhecer as condições de vida e trabalho de médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e fisioterapeutas que atuam diretamente na assistência e no combate à pandemia do novo coronavírus. A pesquisa tem parceria dos Conselhos Federal de Enfermagem e Conselho Federal de Medicina. O objetivo, segundo a Fiocruz, é conhecer a realidade das condições de trabalho dos profissionais na linha de frente da Covid-19 para compreender o ambiente e a jornada de atividade, o vínculo com a instituição, a vida do profissional na pré-pandemia e as consequências do atual processo de trabalho, envolvendo aspectos físicos, emocionais e psíquicos desse contingente profissional.

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