Economia de Niterói começa a sair da UTI com abertura de vagas, diz secretária de Fazenda

Giovanna Victer fala da retomada da indústria e do comércio; arrecadação de agosto já foi igual à do ano passado “A economia está saindo da UTI. Já respira sem aparelhos”, sustenta a Secretária de Fazenda de Niterói, Giovanna Victer, diante dos dados mais recentes da economia da cidade. O mês de agosto fechou com um saldo de 477 novas admissões, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) - depois de cinco meses seguidos de demissões em todos os setores e 7.691 postos fechados no ano. Além disso, a arrecadação de impostos, outro indicador importante da atividade, repetiu os números de agosto do ano passado. A Secretária de Fazenda Giovanna Victer acredita que a retomada da economia começou A Secretária explica que numa situação tão dramática a proposta era semelhante à da Saúde, que adotou todas as medidas necessárias para salvar vidas. No caso da economia - continua - “o importante era manter as empresas vivas, impedir que fechassem.” Segundo ela, os programas de amparo às empresas e aos trabalhadores mobilizaram mais de R$ 30 milhões e preservaram mais de 11 mil empregos. “Só assim as empresas ficaram abertas, para este momento de retomada. - O que se pode fazer numa situação dessas, numa crise estrutural que atinge todo mundo, o país e o estado, é estimular atividades indutoras de crescimento e criar condições competitivas em relação a municípios de mesmo porte e situação na região - explica. Quando fala de atividades indutoras, Giovanna Victer se refere à construção Naval, um dos projetos em que mais acredita para a recuperação da cidade. O trabalho começou antes da pandemia, porque demanda ações de longo prazo, como a recuperação do canal de São Lourenço. Mas foi um dos setores que contratou nesta volta às atividades, ainda em meio à pandemia. O setor naval fechou julho com 135 contratações e agosto com mais 291. É o único que tem saldo positivo no ano. Os números ainda são tímidos. A cidade ainda não funciona plenamente. Setores importantes, como o de bares e restaurantes, que aparecem entre os maiores empregadores da cidade, ainda não se recuperaram completamente. “Esse comércio se reinventou com o delivery”, diz a Secretária. Ela acompanha o desenvolvimento de um aplicativo de entregas para atender à cidade, iniciativa dos comerciantes para reduzir as altas taxas cobradas pelos serviços de entregas de comida, principalmente. Mas sabe que o movimento só vai se recuperar quando a cidade puder se mover melhor, sem a ameaça do coronavírus. “Tem um tipo de restaurante, no Centro, especialmente, em Icaraí e nos bairros, que dependem muito de outras atividades, das pessoas que trabalham por perto e este movimento ainda não voltou.” Segundo o Caged, o comércio criou 86 novas vagas em agosto, em Niterói, o primeiro mês do ano com mais contratações do que demissões. O comércio foi muito castigado pela pandemia, 3.098 funcionários perderam o emprego, este ano. Também houve criação de vagas em Serviços: 61 novas contratações em agosto. O resultado no ano foi ainda pior do que o do comércio: 4.075 vagas fechadas. Na construção, foram 37 novos empregos. No acumulado de 2020, foram 599 demissões. - Vai ser devagar, a gente sabia disso. Mas o Município teve condições de socorrer as empresas e os trabalhadores. E vai fechar o ano com uma reserva de R$ 150 milhões. Então, podemos dizer que a economia está se recuperando, sim - concluiu.

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