Eleição em Niterói: 31 anos de voto na esquerda, namoro com a direita em 2018

São dez pré-candidatos a prefeito e convenções partidárias começam segunda-feira Por Silvia Fonseca Sede da Prefeitura, no Centro: começa a disputa pela cadeira de Rodrigo Neves Niterói tem pelo menos dez pré-candidatos à sucessão do Prefeito Rodrigo Neves (PDT). As candidaturas serão oficializadas a partir desta segunda-feira, 31 de agosto, quando começa o prazo para a realização das convenções partidárias. A cidade que só elegeu prefeitos de partidos de esquerda nos últimos 31 anos deu maioria folgada de votos para o candidato da direita a Presidente da República em 2018, o que torna esta eleição municipal uma incógnita. Desde 1989, quando Jorge Roberto Silveira foi eleito pela primeira vez pelo PDT, apenas pedetistas e petistas governaram a cidade. A exceção foi o próprio Rodrigo Neves, hoje no PDT, mas que se elegeu prefeito no primeiro mandato pelo PV. Esta mesma cidade, há menos de dois anos, deu 53,40% dos votos para Jair Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial, contra 21,26% a Ciro Gomes (PDT) e 14,38% a Fernando Haddad (PT). No segundo turno, Bolsonaro chegou a 62,46% dos votos dos niteroienses e o petista, a 37,54%. O que isso quer dizer para o resultado das eleições municipais desde estranho 2020, que foram adiadas pela pandemia de Covid e serão realizadas em 15 (primeiro turno) e 29 (segundo turno) de novembro? Ninguém sabe. O jogo vai começar para valer agora. Depois das convenções, os partidos têm de registrar as candidaturas até 26 de setembro. No mesmo dia, a campanha pode ganhar oficialmente as ruas. Ou as redes sociais, já que o isolamento social por causa da pandemia ainda continua. Se o candidato da situação costuma largar como favorito, o ex-secretário Axel Grael (PDT) é visto pelos adversários como o candidato a ser batido. Ele tem o apoio do Prefeito Rodrigo Neves, cuja aprovação teria crescido nos últimos meses por causa da atuação no enfrentamento da Covid-19. E é contra o suposto favoritismo do candidato do Prefeito que dois hoje pré-candidatos, Felipe Peixoto (PSD) e Bruno Lessa (DEM), andam conversando. Os dois mantêm suas pré-candidaturas, mas há quem aposte num acordo para uma chapa com os dois juntos, para prefeito e vice. Tanto Felipe Peixoto como Bruno Lessa são conhecidos dos niteroienses, já tendo disputado eleições. Bruno Lessa é vereador em segundo mandato. Ex-vereador e ex-deputado, Peixoto já concorreu inclusive a Prefeito, duas vezes, e nas duas foi ao segundo turno, mas não se elegeu. Também já disputou a Prefeitura o hoje deputado estadual Flávio Serafini, pré-candidato do PSOL novamente a Prefeito de Niterói. Quem nunca disputou é Juliana Benício, que vai tentar se eleger prefeita da cidade pelo Novo. O PSTU deve confirmar a candidatura de Danielle Bornia, funcionária da rede municipal de Educação. O delegado aposentado da Polícia Federal Antônio Rayol, do Podemos, é o candidato do deputado federal Carlos Jordy (PSL), visto como líder do bolsonarismo em Niterói. O PSL tem um pré-candidato, Deuler da Rocha, e vai decidir em convenção. São ainda candidatos o também delegado José Paulo Pires, do PMN, e Alexandre Ceotto, do Republicanos.

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