Eleitores indecisos contam por que ainda não têm candidato em Niterói

Descrença nos políticos, cansaço de votações, medo da pandemia, conheça alguns dos motivos Quem vai governar a cidade? Eleitores ainda tentam se informar para escolher candidatos. Foto de Gustavo Stephan Apesar de as eleições para escolher o novo Prefeito de Niterói e os 21 vereadores sejam no próximo domingo, 15 de novembro, ainda tem eleitor que não escolheu candidatos. Os motivos são os mais variados, mas podem ser sentidos nas ruas, pela falta de entusiasmo com que niteroienses têm assistido a passeatas e panfletagens de cabos eleitorais pela cidade. Como Niterói não tem pesquisa encomendada por órgãos de imprensa, não é possível saber qual o tamanho deste eleitorado hoje, mas os motivos sobre a indecisão alguns desses eleitores contaram ao A Seguir: Niterói: Leia também: Quem estiver sem máscara não vai poder votar no domingo “Confesso que está bem difícil de escolher um candidato a prefeito porque não há ninguém que traga, no meu ponto de vista, um projeto real de desenvolvimento e que não flerte com o radicalismo dos dois lados, seja de direita ou de esquerda. Também não vejo uma proposta que fale sobre investimentos estruturais na cidade, como não ouvi ninguém falar sobre iniciativas que estimulem o empreendedorismo local, o desenvolvimento econômico ou A geração de empregos” - Alex Ferreira, editor de vídeo, ainda indeciso. "Antes de mais nada, creio que numa democracia nada tem que ser obrigatório, nem mesmo o serviço militar. Sempre vejo os políticos agirem com descaso, governando para eles e não para o povo. Para mim, os planos de governo dos candidatos não são claros. Sem contar que toda eleição municipal tem discurso repetido, como ligação da Alameda São Boaventura ao Terminal e implantação do VLT. Coisas que realmente interessam, não ouço nada ou não vejo atitude alguma. Cito como exemplo uma passarela em frente ao hospital Getulinho que está, literalmente, caindo aos pedaços. E ainda na Alameda, se preocupam tanto em arrancarem as árvores da via, mas os passageiros sofrem no sol escaldante esperando os ônibus". Jorge Luiz Lima, professor da Faculdade de Enfermagem (UFF) e doutor em Saúde Pública pela Fiocruz, que não escolheu e não votará em ninguém. "Eu não confio mais em políticos. Você não sabe se a pessoa em que você vota é confiável ou não. De repente a pessoa que você coloca lá se apoiou no candidato que você confia, mas depois não é aquilo que prometeu ser, igual àquele Witzel. Só se apoiou para poder ganhar a eleição e no fim é um corrupto. E lá dentro hoje no Congresso, na Câmara etc, isso é o que mais existe. Tem gente morrendo nas portas dos hospitais e ele nem aí". Eugenia Maria, 74 anos, aposentada "Sinto falta de interesse na política, estou desacreditado nas minhas opções. Os candidatos que eu teria interesse em votar não têm nenhuma chance de ganhar." Mark Silva, 24 anos, músico. “Ah, toda eleição a gente escuta a mesma coisa, as mesmas promessas. E aí a gente vota pensando que está escolhendo certo e depois se arrepende demais. Não está me empolgando, mas vou ter que decidir logo. Só não voto em quem mistura política com religião, aí a pessoa já perde meu voto de cara”. Márcio Machado, 67 anos, aposentado. "Eu não tenho necessidade [porque sou idosa] mas sempre fiz questão de me apresentar e mostrar minha opinião. Mas, para esta eleição, estou achando tudo muito fraco, os candidatos realmente são muito fracos. E eu sair da minha casa e me expor (com a pandemia) é arriscado. Se as crianças não podem ir para a escola e a gente não pode fazer várias coisas, porque são proibidas por causa da Covid, não vejo necessidade nisso. Se a gente não pode outras coisas, como que a gente pode sair para ir votar?! Acho que existe uma incoerência e que não é momento pra isso". Mila Neto, 73, aposentada. “Eu já estou ficando preocupado porque a hora está chegando e não consigo me decidir. De todos os que estão aí, só um me agrada, mas temo que não tenha chance. A situação de Niterói é muito complicada e, sem pesquisas eleitorais sérias, sequer tenho a opção de fazer o voto útil. Porque os que eu rejeito com certeza eu sei!”. Marcos Fernandes, 23 anos, universitário. -Eu demorei a escolher um candidato por não concordar com as propostas que eram apresentadas por todos eles. Nenhuma me convenceu. Depois de muito analisar, pensei bem e fui na lógica do menos pior. Mas só me decidi esTa semana". Carolina Menezes, analista de mídias sociais.

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