Empresários criticam decreto que obriga bares e restaurantes de Niterói a oferecer porta-máscaras

Sindicato alega que o setor está cumprindo todas as normas da prefeitura, mas as exigências só aumentam Departamento de Fiscalização de Posturas da Prefeitura vai fiscalizar disponibilização de porta máscaras. Foto: Divulgação/Prefeitura O sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Niterói reagiu de forma crítica à lei sancionada pelo Prefeito Rodrigo Neves que obriga os estabelecimentos a disponibilizarem porta- máscara aos clientes. Para os representantes da categoria, esta é mais uma possibilidade de punir os empresários da cidade, que já lidam com uma série de protocolos rígidos de segurança sanitária. Saiba mais: Niterói libera reabertura de casas de festas na pandemia a partir de 1º de outubro Célio Latini Junior, assessor administrativo do sindicato, diz que desde o início a categoria e a entidade estão trabalhando juntos para seguir todas as regras e colaborar com a Prefeitura. A contrapartida que esperavam é que a Prefeitura colaborasse também com os empresários, mas, na visão deles, não é isso que está ocorrendo. - Entendemos que as empresas são o alicerce do emprego em Niterói e a Prefeitura deveria estar junto com os empresários e não contra. O que vemos é que a todo momento há novas leis, decretos e possibilidades de punições para a categoria, que vem sofrendo com uma crise muito forte desde o início da pandemia - enfatizou Latini. Na visão do sindicato, disponibilizar um saco como porta máscaras descartável não é o problema, mas a possibilidade de punição caso o item falte ou ocorra uma falha. A categoria alega que todas as regras estão sendo cobradas dos empresários, mas a população pouco é punida por irregularidades. - A responsabilidade é toda dos empresários, enquanto a população está sendo liberada para fazer tudo. Os restaurantes não estão com aglomeração como está acontecendo nas praias, até porque se estivesse, os proprietários já teriam seus restaurantes fechados pela fiscalização - critica. Veja: Velocidade de avanço da Covid-19 em Niterói surpreende, quando situação parecia estável De acordo com o sindicato, muitos empresários correm o risco de fechar as portas por não suportar a crise, principalmente aqueles do ramo de self service, que seguem sem poder funcionar. Muitos, conforme a entidade, não conseguiram empréstimos para manter os negócios. - As lanchonetes não estão conseguindo trabalhar direito e os restaurantes tem tantos protocolos que praticamente inviabilizam o funcionamento. Já enviamos um ofício à Prefeitura solicitando a reabertura do self service, mas não fomos atendidos. É uma tradição em Niterói, mais da metade dos restaurantes da cidade são de comida a peso - afirmou Célio, completando que outras cidades já autorizaram a volta da balança. Em nota, a Secretaria Municipal de Ordem Pública informou que os agentes do Departamento de Fiscalização de Posturas seguirão vistoriando estabelecimentos comerciais, verificando o cumprimento dos protocolos sanitários, inclusive sobre o fornecimento de porta máscaras. Os agentes farão inicialmente um trabalho de orientação e conscientização dos comerciantes. Em caso de descumprimento do decreto, a multa aplicada é de no mínimo R$ 80,00 podendo ser dobrada em caso de reincidência.

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