Entregadores de aplicativos protestam na pandemia em Niterói

Trabalhadores pedem aumento da taxa mínima e melhores condições de trabalho Entregadores protestam próximo da estação das barcas, no Centro. Foto: Divulgação Uma das categorias que, além de não poderem ficar em casa, trabalharam muito mais na pandemia de Covid-19, os entregadores de aplicativos fizeram protesto nesta quarta-feira, em todo o país, por melhores condições de trabalho. Em Niterói, motoboys e bikeboys (entregadores com bicicletas) cruzaram os braços, com apoio de parte da população, e fizeram manifestações em dois pontos da cidade: em Icaraí e no Centro, perto da estação das barcas, na Praça Arariboia. Desde o início da pandemia, em março, são os entregadores de aplicativos e também os contratados diretamente por supermercados e restaurantes que têm socorrido muita gente que não pode sair de casa. Eles são tantos que é comum vê-los reunidos em locais próximos a pontos de concentração de restaurantes por toda a cidade. Em Icaraí, por exemplo, chamava a atenção a quantidade deles na Gavião Peixoto, perto da Álvares de Azevedo, durante as noites, especialmente no período mais duro de isolamento social. Os entregadores de aplicativos pedem o mínimo de R$ 2 por quilômetro rodado, além de direitos trabalhistas como FGTS e férias, melhores condições de trabalho, equipamentos de proteção individual, entre outras reivindicações. Também querem o aumento da taxa mínima. Em Niterói e em outras cidades do país, como forma de apoiar o movimento dos entregadores, muitas pessoas deixaram de fazer pedidos nesta quarta-feira (1). - Além de os entregadores de aplicativos ganharem muito pouco, por quilômetro rodado, e não terem qualquer direito trabalhista, muitos aplicativos também ficam com grande parte do lucro de bares e restaurantes, o que inviabiliza o negócio. Então nesta quarta-feira não vou pedir meu japonezinho que tanto queria, mas estou desde o começo do movimento apoiando essa causa dos entregadores. É uma das pontas da chamada precarização do trabalho - diz a universitária Maria Machado, de 28 anos, moradora de Icaraí. A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), de empresas do setor de delivery, distribuiu nota em que afirmou ter feito ações de apoio aos entregadores na pandemia e que a categoria está segura por seguro pessoal no exercício do trabalho. Afirma também que as plataformas de delivery têm sistemas flexíveis que visam a equilibrar as necessidades de entregadores, de restaurantes e de usuários.

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