Escolas de Samba de Niterói querem fazer desfile sem público

Dirigentes das agremiações vão propor evento no Caminho Niemeyer Por Suzana Moura Dirigente da União das Escolas de Niterói quer apresentar proposta polêmica de desfile sem público no Caminho Niemeyer Com o adiamento do carnaval de Niterói, as escolas de samba da cidade - que este ano tiveram maior visibilidade, devido à transmissão online dos desfiles -, pretendem organizar um carnaval virtual em um dos maiores cartões postais da cidade, o Caminho Niemeyer. A proposta polêmica será apresentada pela União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói – USBCN, à Prefeitura. O desfile virtual seria realizado com apenas 30% dos integrantes de cada escola, sem público e todos de máscaras de proteção. O adiamento do carnaval foi uma decisão tomada pela Prefeitura e a Associação das Escolas de Samba de Niterói, de acordo com a recomendação do Gabinete de Crise e do Comitê Científico. Ao todo, normalmente são 31 agremiações que passam pela Rua da Conceição no domingo, segunda e terça-feira de carnaval. O presidente da Liga das Escolas de Samba de Niterói (Lesnit), Xororó, conta que a medida teve total apoio dos representantes das escolas. - É muito arriscado e temos que prezar pela saúde da população. Precisamos nesse momento nos conscientizar e evitar aglomerações para que possamos eliminar o contágio na nossa cidade. A cadeia produtiva do carnaval, como as costureiras, ferreiros, eletricistas e toda a parte artística que faz parte da festa, sofreu um baque, mas que ao mesmo tempo, concordam com a decisão. Estamos neste momento, focando no desmonte das alegorias e adereços e na reciclagem dos materiais-,finaliza. Já o presidente da União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói - USBCN, Marcelo Serpa, explica que todos os responsáveis pela realização do carnaval na cidade estão de acordo com o adiamento, até porque as escolas perderam vários integrantes vítimas da Covid e a não realização da festa na data prevista é a melhor opção no momento. - Estamos todos tristes com as pessoas que perdemos vítimas da doença e convictos que foi a melhor decisão tomada. Além disso, para tentar trazer um pouco de alegria à nossa cidade, vou levar uma proposta ao Prefeito de um desfile virtual, feito com apenas 30% dos integrantes de cada escola, sem público, todos de máscaras e em um dos locais mais amplos da cidade, o Teatro Popular. Vamos torcer para ser aprovado-, torce Marcelo. No Rio, a ideia de realizar desfiles sem público sempre foi descartada pelas escolas de samba.

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