Fiocruz mantém negociação com a Índia para importar vacinas prontas

De acordo com a Fundação, não há proibição oficial do Governo indiano para exportação de doses para o Brasil Por Livia Figueiredo O mundo corre para ter a vacina contra a Covid-19 "As providências para a importação da vacina pronta da Covid-19 para uso emergencial no Brasil estão acontecendo normalmente. Serão 2 milhões de doses no total", afirmou o diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Maurício Zuma, em vídeo divulgado nesta terça-feira (5) pela Fiocruz. Ele afirmou ainda que a Fundação está em contato permanente com as autoridades brasileiras e indianas e fazendo reuniões frequentes com a Anvisa: - Também estamos recebendo informação diretamente do Instituto Serum, informações comerciais, de logística e de produção. Tudo isso vai possibilitar a autorização de uso emergencial da vacina e também as providências para a importação da vacina no menor tempo possível. Nesta terça-feira (5), os Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores divulgaram uma nota em que a Fiocruz esclarece que não há qualquer tipo de proibição oficial do Governo da Índia para exportação de doses de vacina contra a Covid produzidas por farmacêuticas indianas para o Brasil. De acordo com o comunicado, as negociações com o Instituto Serum para a importação de 2 milhões de vacinas prontas seguem normalmente e estão em estágio avançado. Conforme ressaltado pelo diretor do Bio-Manguinhos, a Embaixada do Brasil em Nova Delhi, na Índia, está em contato permanente com autoridades indianas para reforçar a importância do início da vacinação no Brasil. Conhecido por ser um dos centros capacitados pela AstraZeneca para a produção da vacina na Índia, o Instituto Serum é o maior produtor de vacinas do mundo. O Instituto também publicou uma nota nesta terça reforçando a intenção de garantir acesso mundial a suas vacinas contra a Covid e diz que oferecerá as vacinas prontas ao mercado pelo valor de 5,25 dólares a dose. Em paralelo às negociações para compra dessas vacinas prontas, técnicos da Fiocruz e da AstraZeneca se reuniram novamente com a Anvisa para discutir o pedido de uso emergencial das 2 milhões de vacinas prontas a serem importadas. A pauta do encontro foi quais documentos deverão ser apresentados no momento da submissão formal do pedido. O objetivo da reunião é garantir que os dados sejam submetidos de acordo com os requisitos estabelecidos pela Anvisa, para que a avaliação seja feita da forma mais rápida possível. A Fiocruz declarou que aguarda o recebimento de informações da AstraZeneca e do Instituto Serum relativas à produção e ao controle de qualidade da vacina para submeter formalmente o pedido de autorização de uso emergencial da vacina à Anvisa. A expectativa é de que o pedido seja realizado ainda esta semana.

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