Hospitais particulares de Niterói ampliam leitos para Covid

Cidade tem mais 40 vagas de UTI e capacidade de emergência sobe 20% Por Carolina Ribeiro Os leitos de UTI equipados com respiradores destinados a pacientes com Covid-19 foram ampliados em 18% na última semana, após as unidades chegarem quase à lotação total. Até o dia 5 passado, a ocupação era de 94% nas UTIs da rede privada - 216 dos 229 leitos estavam ocupados. Situação preocupante, especialmente porque os hospitais públicos também estavam próximos do saturamento. Com a ampliação para 271 leitos na rede particular com respiradores, o percentual foi reduzido para 83%, mas ainda eram 225 pacientes internados em UTIs até a última terça-feira (12). De uma semana para cá, foi registrado um aumento de 4% no número de pacientes mais graves. Em um cenário de crescimento acelerado de casos de coronavírus, mesmo com medidas mais restritivas de circulação em Niterói, o setor hospitalar da cidade é um dos serviços mais demandados no combate ao vírus. Ao longo das últimas semanas, os leitos de UTI equipados com respiradores nos hospitais públicos e privados já registravam sobrecarga. Até o último balanço da prefeitura, na noite de quarta-feira (13), eram mais de 180 pacientes internados com síndrome respiratória aguda necessitando do auxílio de aparelhos para respirar. Desses, 87 pacientes eram de Covid-19 confirmados e os demais aguardavam o resultado dos testes. A cidade já registrava na quarta-feira 1.063 casos confirmados. Na véspera, eram 985. O número de quartos de enfermaria foi ampliado em oito unidades, aumentando de 283 para 291 leitos. Enquanto a rede privada ampliou em 3% o total de leitos, houve uma queda de 11% no número de pacientes. Até o dia 5, eram 227 quartos ocupados (80% do total). Já no dia 12, eram 201 ocupados (69%). Ao todo, dez hospitais particulares da cidade atendem pacientes com Covid-19. A grande preocupação em relação aos leitos que foram disponibilizados é que, além dos doentes de Niterói, muitos pacientes de outros municípios, como Rio de Janeiro e São Gonçalo, além de cidades da Região dos Lagos, estavam procurando a rede privada da cidade. O prefeito Rodrigo Neves chegou a anunciar que, no total, tanto a rede pública quanto a particular iriam ampliar os leitos em 40% até o dia 16 (sábado). A prefeitura, até o momento, não informou se o prazo de ampliação está mantido para os hospitais públicos do município. No início da pandemia, foi inaugurado o Hospital Municipal Oceânico, na Região Oceânica, destinado exclusivamente a pacientes com coronavírus. “O isolamento social evita a explosão de contaminação e de demanda sobre os leitos das redes pública e privada. Ao mesmo tempo, evita a contaminação dos nossos profissionais de saúde, o que permite o acompanhamento e a recuperação de centenas de pessoas. Já tivemos mais de 1.200 pessoas recuperadas nas últimas semanas, tanto de Covid-19 confirmadas, como outros com síndrome respiratória aguda”, ressaltou Neves em pronunciamento nas redes sociais, pedindo que as pessoas permaneçam em suas casas. O Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde de Niterói e São Gonçalo (Sindhleste) afirmou que a rede está empenhada para atender todos que necessitarem. Os hospitais anunciaram na semana passada que iriam ampliar os leitos, se fosse necessário, sem divulgar o plano de ampliação. Uma semana depois, a cidade ganhou mais 42 leitos de UTI e oito quartos de enfermaria na rede particular. Ainda de acordo com o sindicato, os hospitais estão trabalhando de forma planejada, estudando a necessidade de leitos a cada semana. Se for necessário, mais leitos serão disponibilizados, segundo o Sindhleste. Cada hospital adotou a sua estratégia de compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e respiradores seguindo seus gestores e departamentos de compras.

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