Hospitais privados de Niterói já desativam unidades exclusivas para Covid

Rede particular vê pacientes de outras doenças voltarem a buscar tratamento Hospital Municipal Oceânico mantém leitos exclusivos para a Covid. Fotos: Prefeitura Já são mais de 4.300 pessoas curadas dos 5.100 casos confirmados de coronavírus em Niterói. Apesar de o número de doentes ainda subir, a procura por leitos de hospitais públicos e privados e a quantidade de pessoas sendo tratadas em isolamento domiciliar cai a cada dia. Se em abril e maio as unidades de saúde viviam cheias, em junho os principais hospitais particulares de Niterói já reduziram a oferta de leitos exclusivos de Covid-19 e até desativaram alas que tinham sido destinadas exclusivamente para pacientes com coronavírus. O Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), por exemplo, reservara duas unidades do hospital para o combate ao Covid-19 no início da pandemia, mas em junho pôde reduzir o número de leitos exclusivos. Agora, apenas uma delas, a unidade I, da Rua La Salle, no Centro, está destinada exclusivamente ao atendimento de casos suspeitos e confirmados de coronavírus. Assim, os outros quatro prédios do complexo CHN são unidades agora classificadas de verdes, voltados ao atendimento de emergências e tratamento de doenças crônicas, com serviços de oncologia, transplante, materno-infantil, pediatria, neurologia e cardiologia. Também o Hospital Icaraí, no Centro, informou na última semana que, devido à redução da procura de pacientes com Covid-19, a unidade já consegue mudar, gradativamente, o perfil de seu Centro de Terapia Intensiva (CTI), antes voltada para a Covid-19, em um Centro de Terapia Intensiva clínico para tratar também pacientes com outras doenças, que começaram a voltar. Até a última segunda-feira (29), eram 5.138 casos confirmados de Covid em Niterói. Desses, somente 595 estão ativos, sendo que 114 estão hospitalizados e 481 em isolamento domiciliar. É um dos menores índices desde o início da testagem em massa, em abril, quando o número de casos no município subiu consideravelmente. Até o momento, já foram realizados 30 mil dos 50 mil testes rápidos adquiridos pela prefeitura. Para se ter um exemplo, no início de junho, logo no dia 1º, quando a cidade ainda registrava 2.994 casos confirmados, 1.140 doentes estavam em isolamento domiciliar e 110 hospitalizados. Apenas 1.625 já estavam curados. De acordo com a prefeitura, mesmo com a maior flexibilização do isolamento social no dia 21 de maio e o avanço de estágios do plano de transição para o novo normal - agora no amarelo nível 2 -, que permite a abertura quase total do comércio, não houve aumento da procura por unidades de saúde. A rede de Atenção Básica continua realizando os atendimentos prioritários e, com o retorno de outras atividades, foi criado um plano para auxiliar a organização dos atendimentos. A Fundação Municipal de Saúde divulgou que o número de atendimentos nos hospitais permaneceu com a mesma média de procura da semana anterior, assim como internações, que seguem com ocupação de 35% na rede pública e particular. Dados detalhados não foram divulgados, no entanto. A prefeitura ainda não reduziu a oferta de leitos e permanece com 262 exclusivos para pacientes com Covid.

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