Niterói retoma testes com a vacina chinesa Coronavac

Anvisa liberou estudos da fase 3 e expectativa é de que seja a primeira vacina disponível A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou nesta quarta-feira, 11, a retomada dos testes da vacina Coronavac, produzida pela chinesa Sinovac e que está sendo testada no Brasil e será produzida pelo Instituto Butantan. Niterói participa da testagem e mais de mil profissionais de saúde do município receberam as duas doses do imunizante. São 13 mil voluntários em todo o Brasil. Leia também: Aumenta o número de pacientes com Covid em UTIs de Niterói Os testes foram suspensos pela Anvisa na segunda, 9, depois que o Butantan informou a morte de um voluntário, sem relação com o teste da vacina. Os peritos suspeitam que a pessoa tenha cometido suicídio ou tido uma overdose. O boletim de ocorrência, obtido pela Folha de São Paulo, registra o caso como "suicídio consumado".

A Anvisa sustenta que a decisão foi puramente técnica, embora o presidente tenha festejado a suspensão da testagem como uma vitória dele sobre o governador de São Paulo, João Dória, que conduz as negociações com o laboratório chinês e o Butantan. Foi o único líder do planeta a festejar um susposto percalço na busca de uma vacina, quando o mundo inteiro aposta na descoberta de um imunizante efetivo para deter a mortes por Covid. O presidente do Butantan, Dimas Covas qualificou a liberação da Anvisa como "uma excelente notícia no dia de hoje". Afirmou: "Essa é uma das vacinas mais seguras que estão em desenvolvimento nesse momento. (...) É preciso agora andar com esse processo o mais rapidamente possível." A agência informou em nota que "a suspensão e retomada de estudos clínicos são eventos comuns em pesquisa clínica e todos os estudos destinados a registro de medicamentos que estão autorizados no país são avaliados previamente pela Anvisa com o objetivo de preservar a segurança para os voluntários do estudo". O acordo brasileiro com a Sinovac garante ao Brasil a compra de 46 milhões de doses da vacina, e o primeiro lote pode chegar ao Brasil no dia 20 de novembro. Além disso, o instituto Butantã poderá produzir 60 milhões de doses da vacina a partir do ano que vem. Niterói aderiu ao programa de pesquisa e testagem e espera ter prioridade no recebimento da vacina.

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