Novo programa de moradia em Niterói é só para o ano que vem

Niterói lança projeto de R$ 50 milhões dentro do Plano de Retomada da Economia Por Carolina Ribeiro Dez mil residências em comunidades, reformadas e revitalizadas em quatro anos. É a meta do programa Morar Melhor Niterói, que integra o plano de retomada da economia do município após a pandemia de Covid-19. A previsão de início é só para o ano que vem, quando a cidade já deverá ter novo prefeito, mas será feito um projeto piloto ainda este ano na Vila Ipiranga, no Fonseca. O projeto, com orçamento de R$ 50 milhões, foi apresentado em solenidade no Solar do Jambeiro, no Ingá, na tarde de quarta-feira (15), durante o lançamento do Plano de Retomada da Economia de Niterói. O Morar Melhor Niterói atua em duas frentes, no programa da prefeitura. Ao mesmo tempo em que financia obras para a melhora da qualidade de vida dos moradores, movimenta um dos setores na geração de empregos na cidade, o da construção civil. A ação atinge toda uma cadeia de produção, como comércio de material para obras, marcenaria, hidráulica, entre outros. Giovanna Victer, Secretária de Fazenda, que comandou o desenvolvimento do plano, explica que os moradores vão receber assistência técnica e também material para a obra. Assim, o programa vai também dar mais oportunidades ao empreendedores da construção civil e levar mais empregos para as comunidades. - Vamos realizar o projeto nos locais em que há maior predominância de domicílios de alvenaria sem revestimento, pessoas abaixo da linha da pobreza (renda per capita inferior a R$ 85) e de mulheres chefes de família - disse. Serão cerca de 100 a 150 casas beneficiadas por região. Além das melhorias internas, o plano prevê também a revitalização do entorno das casas. Cada morador vai receber um crédito de R$ 5 mil para investir em sua propriedade. - Com esse valor, o dono vai escolher no que investir. Se a pessoa não tiver o banheiro ou a cozinha instalada, essa sempre vai ser a prioridade do projeto. Mas pode precisar consertar o reboco, fazer uma rampa de acesso, um telhado ou uma pintura. Por meio de um trabalho social, se relaciona com a família e compreende quais são as necessidades e associa com as necessidades da saúde pública - enfatizou. Mas o projeto também tem regras para a participação. A casa não pode estar em situação de risco, isto é, condenada pela Defesa Civil do município, ou ser um imóvel alugado. A família também não pode ter renda superior a 3 salários mínimos. Leia também: os projetos do programa de retomada da economia.

© 2020. A Seguir Niterói. Todos os direitos reservados. Site por Grazy Eckert e João Marcos Latgé.