Os heróis de Niterói na luta contra a Covid-19

O A Seguir: Niterói presta homenagem às pessoas que trabalham nos hospitais e em serviços essenciais e mantêm a cidade viva durante a pandemia Foto: Berg Silva Foto: Pedro da Matta e Caio Pacheco Uma epidemia devastadora, que paralisa o mundo, desde o início do ano. Uma ameaça que nos impõe regras severas de isolamento. Um risco que espreita a todos no contato sem proteção. Uma emergência, como poucas no último século, comparável a guerras e à gripe espanhola. A iminência de um colapso sem precedentes do serviço médico hospitalar, diante de uma doença agressiva e pouco conhecida. Um número de mortos que faz cidades enterrarem seus mortos em valas comuns. E, no entanto, a cidade resiste, funciona, obedecendo às regras de isolamento, graças ao trabalho de pessoas que estão na linha de frente do combate à doença, muitas vezes expostas ao coronavírus. Às vezes sem tempo de chorar a perda de colegas de trabalho, médicos e enfermeiros, algumas das principais vítimas da pandemia, como o radiologista Victor Luiz Bon. Nós pudemos conhecer aqui, entre tantos profissionais de saúde, a médica Carolina Teixeira Brandão, 29, intensivista, que trabalha na UTI em três hospitais, em Niterói em São Gonçalo. O dr. Mozart Bellas, do CHN e do Antônio Pedro, aplicado no cuidado dos pacientes e mergulhado nas pesquisas sobre o melhor tratamento para a doença. E a enfermeira Érica Paiva, que teve Covid-19 e continuou trabalhando. Carolina Teixeira Brandão A operação da rede de saúde, pública e privada, tem sido uma das melhores respostas da cidade à pandemia, com o aumento de leitos disponíveis, equipamentos e profissionais dedicados. A cidade exibe índices de sucesso no tratamento dos pacientes como poucas no país. Com certeza, as imagens mais emocionantes desta pandemia tem sido a saída de doentes dos hospitais, muitas vezes depois de passar mais de uma semana numa UTI. O funcionamento dos serviços essenciais também tem sido fundamentais para que boa parte da população possa manter as regras de isolamento. Porque os serviços públicos, a prefeitura, mercados, padarias, farmácias, bancos, postos de gasolina, serviços de limpeza e segurança, sistemas de delivery continuam operando. Esta semana, o dono do posto de gasolina da avenida Rui Barbosa, José Gustavo Milagres Fontoura, 60, que mantinha o serviço funcionando, morreu vítima da doença. Niterói já enterrou mais de 150 pessoas. Não há que se ignorar o enorme perigo enfrentado para a manutenção dos serviços essenciais. O entregador Vitor se sente gratificado, por poder ajudar às pessoas. Carrega com ele um bilhete de agradecimento que recebeu de uma cliente. Vítor e o bilhete que guardou de uma cliente A caixa da padaria Micaele não parou de trabalhar um dia. Sabe o risco que corre e se pergunta quando é que as pessoas vão dar valor à vida. Moradores da cidade não têm ficado indiferentes ao sacrifícios e aos problemas que a epidemia acarreta. No Ingá, o vendedor de coco Valdecir da Boa Viagem recebeu com o mesmo sorriso que atende os clientes a ajuda que o bairro ofereceu para a compra de alimentos. Ninguém pode ficar indiferente ao que acontece à nossa volta. Por isso resolvemos registrar histórias de pessoas que estão trabalhando pela cidade. Planejamos as reportagens, quando uma leitora resumiu numa expressão o sentimento de agradecimento. “São os Nit heróis.” É a marca que adotamos para a série que começa hoje, e que será ampliada diante de novos relatos oferecidos pelos moradores da cidade. Faça contato com a gente, pelo WhatsApp (21) 976258502. A nossa proposta, desde a inauguração do site, que, apenas completa um mês de funcionamento, sempre foi oferecer uma visão de Niterói pelo olhar de quem vive a cidade. Niterói por Niterói. Vamos homenagear os Nitheróis. Veja também: O desabafo de Micaele, caixa: Quando as vidas se tornarão valiosas?” A história de Vítor, entregador, que se sente mais valorizado na pandemia A solidariedade que salva vidas. Valdecir do coco não ficou sem renda

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