Ponte volta a ter trânsito normal: muito engarrafado

Travessia em 54 minutos mostra perigosa movimentação na pandemia de Covid Engarrafamento e distribuição de máscaras na Ponte. Foto: Prefeitura Terça-feira, 23 de junho, 18h. Um niteroiense saiu do Rio para levar a mãe idosa em Niterói e ficou em choque. Gastou 45 minutos apenas para atravessar os 13 quilômetros da Ponte Rio-Niterói. O isolamento social de fato acabou, pensou ele. E com uma novidade assustadora: a grande presença de caminhões. Durante a pandemia, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)baixou resolução para suspender as restrições para caminhões na Ponte Rio-Niterói. Caminhões de qualquer eixo ficaram liberados para trafegar na Ponte e seus acessos, na rodovia BR 101, desde que respeitassem as regras de dimensão e peso do veículo, bem como as de segurança no transporte de produtos perigosos. Era uma medida excepcional que se justificava pela necessidade de se manter o abastecimento das cidades durante o isolamento social pela pandemia de Covid-19. Além disso, não havia praticamente trânsito além dos caminhões entre Niterói e Rio nos períodos de isolamento mais restrito, especialmente durante o lockdown. Mas o transporte intermunicipal já voltou a ser autorizado, o fluxo de veículos aumentou enormemente na ponte, e os caminhões com mais de três eixos continuam circulando livremente durante todo o dia. Antes, só podiam passar pela Ponte no período de 22h às 4h da manhã. - Quando voltei, às 19h, ouvi no rádio que o tempo de travessia estava em 54 minutos. Cinquenta e quatro minutos! Ou seja: a vida voltou ao normal. Porque a ponte é um bom termômetro para a gente saber como está a movimentação das pessoas fora da quarentena. E esse trânsito, como nesta terça-feira, eu não pego desde 15 de março. Olha que tenho ido a Niterói uma vez por semana, pelo menos, por causa da minha mãe. E um dos motivos desse trânsito são os caminhões, que estão circulando direto. Hoje tinha até uma carreta cegonha, de carregar carros. Mas não era só isso, era o excesso de carros também. A quantidade de caminhões na ponte era totalmente inacreditável - contou o niteroiense.

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