Procon autua bancos em Niterói por longa espera nas filas na pandemia

Clientes aguardam quase uma hora para serem atendidos em algumas agências Agentes do Procon em frente a uma das agências bancárias fiscalizadas. Foto Divulgação Se tem uma coisa que não foi resolvida desde o começo da pandemia de Covid-19, em março, são as filas nas portas de agências bancárias, especialmente da Caixa, o que eleva o risco de infecção pelo coronavírus. O Procon do Rio fez operação de fiscalização em 14 agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, do Bradesco, Santander e Itaú nesta quarta e quinta-feira (4 e 5/11) em Niterói, Rio de Janeiro e Maricá para averiguar denúncias de consumidores. Leia também: Em Niterói, as filas são constantes nas portas das agências da Caixa e do Banco do Brasil em praticamente toda a cidade. Este ano, o Procon-RJ já recebeu mais de 110 denúncias contra agências bancárias, sendo 72% delas sobre o tempo excessivo de espera em filas. A legislação dos municípios fiscalizados limita o tempo máximo para atendimento. Porém, em várias agências o tempo de espera estava superior ao permitido por lei. Em sete dos locais verificados, os agentes identificaram fila na área externa das agências. Irregularidades encontradas Outro problema grave encontrado pelos fiscais foi a ausência de algumas medidas para manter o distanciamento social entre os clientes, a fim de evitar a aglomeração e contaminação pela covid-19. No Bradesco do Maracanã, por exemplo, não havia interdição de assentos. Já no Itaú de Ipanema e Maricá, no Santander de Copacabana e na Caixa Econômica de Realengo e da Barra não existia marcação no chão, facilitando que as pessoas fiquem muito próximas umas das outras nas filas. Os agentes também constataram terminais de senhas inoperantes, ausência de caixa adaptado para cadeirantes, número insuficiente de assentos preferenciais, ausência de cartaz com informações sobre o tempo de fila e não autenticação eletrônica de pagamento no próprio boleto. Além disso, ausência de cartaz com telefone do Bacen, inexistência de guarda volume antes da porta-giratória e falta de informação sobre o não recebimento de contas de consumo. Ausência do cartaz obrigatório com o telefone do Procon-RJ e livro de reclamações sem autenticação da autarquia foram os outros problemas identificados pelos fiscais. O Procon não divulgou quais agências foram autuadas.

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