Rodoviários de Niterói rejeitam corte de salários e de benefícios

Categoria reprovou proposta das empresas de ônibus, mas companhias dizem não ter condições de manter empregados e ameaçam com demissões Empresas alegam crise devido a redução de passageiros durante a pandemia. Foto: Divulgação Após uma série de assembleias de trabalhadores de empresas de ônibus de Niterói e de municípios do entorno, a proposta patronal que reduzia o pagamento a 50% dos salários e o valor da cesta básica de R$ 280 para R$ 120 foi rejeitada por mais de 1,7 mil funcionários. As empresas alegam que estão sem condições de manter os salários em dia e já ameaçam fazer demissões em massa. Caso a situação persista, há possibilidade de greve no transporte público. O Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) informou que vai encaminhar nesta quarta-feira (19) ao Ministério Público do Trabalho (MPT) a rejeição da sua proposta pela categoria após a última assembleia. O placar da decisão já era irreversível desde segunda-feira (17), uma vez que pouco mais de 170 funcionários votaram a favor da redução. Na quinta-feira (20), está marcada uma audiência virtual de conciliação, mediada pelo MPT, mas caso permaneça o impasse, há a possibilidade de greve dos ônibus. Serão atingidos os municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá. Os rodoviários querem manter o Acordo Coletivo, que vigora até 1º de novembro, com salário, férias e 13º integrais, e estabilidade no emprego por três meses. Mas as empresas afirmam que não têm como pagar os salários dos trabalhadores e há ameaça de demissões em massa no setor. A entidade afirma que as companhias alegam um excedente de 25% de mão-de-obra. De acordo com o sindicato, o impasse entre rodoviários e patrões é fruto da crise no setor de transportes, acentuada com a pandemia do coronavírus. Pelo menos 2 mil trabalhadores foram demitidos e, desde julho, a categoria não recebe mais o auxílio emergencial do Governo Federal. - Esperamos que os empresários voltem atrás em sua proposta, pois a categoria está determinada na manutenção do Acordo Coletivo vigente com todas as suas cláusulas - alerta o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira.

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