Saiba quais países permitem e quais vetam a entrada de brasileiros na pandemia

Mesmo países que permitem a chegada de viajantes saídos do Brasil exigem formulários, testes negativos de Covid ou quarentena ao chegar Por Silvia Fonseca Para conhecer ou rever Paris, brasileiros têm de esperar mais um pouco. Foto: Reprodução da Internet Sempre haverá Paris. Mas agora não, não há mais Paris para nós, brasileiros. Pelo menos não desde 17 de março. Com nossa tragédia de quase 120 mil mortos por Covid-19, o segundo país do mundo com mais casos de contaminação e óbitos, as portas se fecharam para brasileiros na maior parte da Europa, assim como nos Estados Unidos e na maioria dos países da América Latina. As proibições preveem exceções, com regras rigorosas. Agora, viajar só em caso de necessidade e levando teste negativo para Covid-19. Mas há países que ainda permitem a entrada de viajantes saídos do Brasil, como México, Emirados Árabes, Croácia e até o Reino Unido. O problema começa já na hora de encontrar voo. Se antes havia até cinco voos diários saindo do Brasil para Paris, por exemplo, agora há dois ou três semanais. Para países como a Argentina hoje sequer há voos comerciais por causa da situação da Covid aqui. Na hora de marcar o voo, as companhias aéreas fazem uma primeira triagem e costumam pedir o teste negativo para Covid-19. Mas a decisão final será sempre das autoridades de cada país. Por isso, para quem tem necessidade de viajar enquanto persistir a pandemia, é importante entrar em contato com os consulados antes de embarcar. Mesmo que já tenha conseguido comprar a passagem, é melhor checar as regras do país de destino nos dias anteriores à viagem porque as exigências mudam a toda hora, dependendo da evolução da pandemia tanto lá como aqui. Vários países passaram a exigir formulários (que estão disponíveis nos sites de suas representações diplomáticas), além de testes de SARS-CoV-2, que deve ser feito no máximo 72 horas antes do voo. Há também aqueles que exigem que, ao chegar, estrangeiro faça uma quarentena de 14 dias. Saiba para onde é possível viajar e onde a entrada de brasileiros está vetada: Europa Também está proibida a entrada de brasileiros na maior parte do continente europeu, mas cada país tem as suas exceções. Na França, podem entrar brasileiros com autorização de residência ou visto de longa duração. As autoridades recomendam que se leve um teste negativo para Covid porque ele pode ser exigido na chegada. Também é preciso apresentar dois documentos com declarações de não apresentar sintomas da doença, disponíveis no site do Ministério do Interior francês. A Espanha igualmente veta a entrada de viajantes que cheguem do Brasil. E os números da doença voltaram a crescer entre os espanhóis, o que levou o governo a endurecer ainda mais as regras. Estrangeiros casados com cidadãos espanhóis, porém, podem conseguir autorização para entrar. A Alemanha não está permitindo a entrada de brasileiros por causa da Covid. Já a Inglaterra permite, mas ao entrar o viajante que chega do Brasil é obrigado a fazer uma quarentena de 14 dias. Também é preciso preencher, na chegada, um formulário com todas as indicações de onde ficará hospedado, com contatos. As autoridades podem exigir ainda comprovação de recursos para se manter em turismo no país durante os 14 dias de isolamento e depois. O mesmo acontece com a Croácia, que exige dos brasileiros que tentam entrar uma quarentena de 14 dias antes de sair viajando pelo país, além do comprovante da hospedagem e de formulário eletrônico. Em Portugal, brasileiros só podem entrar por motivos profissionais, de estudo, de saúde ou por razões humanitárias. Todos devem apresentar o teste negativo para Covid, que deve ter sido realizado no máximo 72 horas antes do voo. Brasileiros que têm dupla nacionalidade, como a portuguesa ou a italiana, por exemplo, conseguem entrar e circular pela Europa com o passaporte europeu, escapando das proibições e restrições impostas aos nascidos no Brasil. América Latina Os brasileiros, antes tão bem recebidos pelos vizinhos nas suas estações de esqui, vinícolas e áreas urbanas, estão proibidos de viajar para Argentina, Chile e Uruguai. Os três destinos tinham um percentual importante de sua receita no setor turístico garantido por viajantes brasileiros ao longo de todo o ano. No Chile, agora apenas cidadãos brasileiros com visto de trabalho conseguem entrar. Já no Uruguai, estrangeiros só entram se tiverem visto de residência no país. E, para a Argentina, sequer há voos comerciais operando do Brasil. O único país da região que não faz maiores restrições para a entrada de brasileiros é o México, mas é necessário preencher um questionário antes de viajar. Quem apresentar algum sintoma na entrada terá de fazer quarentena. O México não exige o exame de Covid. Já o Equador, que também permite a entrada, cobra o exame negativo de Covid na chegada e ainda exige quarentena de 14 dias no país depois de entrar. Estados Unidos Embora sejam o país com mais casos de Covid-19 no mundo, os Estados Unidos também proibiram a entrada de brasileiros. E com a tragédia sanitária tanto lá como aqui, não há previsão de quando serão liberadas viagens para lá. As exceções incluem residentes em situação legal nos EUA, cônjuges de um cidadão americano, pais ou irmãos de um cidadão americano solteiro e menor de 21 anos. O Brasil também está na lista de países vetados de entrar no Japão, neste caso até pelo menos 31 de agosto (medida que pode ser prorrogada). Já para entrar nos Emirados Árabes não há restrições. Em tempo: a frase “Sempre haverá Paris” ficou famosa pela cena final do filme Casablanca, do diretor húngaro-americano Michael Curtiz, lançado em 1942. “Sempre haverá Paris” ou “Sempre teremos Paris” é dita por Rick Blaine, interpretado por Humphrey Bogart, ao se despedir de sua amada Ilsa Lund, vivida por Ingrid Bergman, quando ela decide partir de Casablanca com o marido, Victor Laszlo.

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