Surpresa em São Gonçalo: Capitão Nelson vira no 2º turno e é o novo Prefeito

Candidato do Avante venceu com o apoio do Presidente Bolsonaro e dos evangélicos:
50,79% dos votos, contra 49,29 % de Dimas Gadelha, do PT Capitão Nelson: apoio evangélico e do Presidente Jair Bolsonaro Depois de ficar em segundo lugar no primeiro turno, com poucos votos de vantagem sobre o terceiro colocado nas eleições, o Capitão Nelson é o novo Prefeito de São Gonçalo, com 189.642 votos, 50,79% do total, ainda não apuradas todas as urnas, contra 49,21 % do candidato do PT, Dimas Gadelha, que teve o apoio do Prefeito de Niterói Rodrigo Neves. A forte atuação do pastor Silas Malafaia e o apoio do Presidente Jair Bolsonaro ajudaram na eleição. O voto evangélico na cidade representa quase um terço do eleitorado. Abstenção, em decorrência, sobre tudo, do avanço dos casos de Covid, e votos em branco e nulos tiraram quase metade do eleitorado de São Gonçalo da eleição. Emocionado, Capitão Nelson agradeceu à família, aos amigos e a toda equipe de campanha. Afirmando estar "orgulhoso" em ser eleito, o agora Prefeito de São Gonçalo falou que vai se empenhar para ajudar na reconstrução da cidade. - Devo isso tudo a minha família, aos meus amigos, à esta equipe maravilhosa e a todos que me apoiaram até aqui. Que orgulho que tenho da minha cidade! Que orgulho que tenho de ser gonçalense. Saio desta campanha vitoriosa de cabeça erguida e com disposição de honrar cada voto que me foi confiado. São Gonçalo tem jeito e o gonçalense fez a escolha certa. Eu vou provar que todos os votos em mim confiados foram acertados. Vamos juntos, construir a São Gonçalo que queremos - contou o novo chefe do Executivo municipal.

Voto evangélico e rejeição ao PT

Se Capitão Nelson conseguiu a vitória numa virada considerada impensável, como explicar tamanha discrepância entre as pesquisas e a votação? Para a consultora política e especialista em gestão pública Fernanda Galvão houve uma "espiral" do silêncio. E ela explica que isso foi formado por mais de um motivo.

Para Fernanda, no caso específico de São Gonçalo, ainda há uma forte resistência de parte do eleitorado ao PT. E pesou na votação o fato de Dimas declarar publicamente ter o apoio do Prefeito atual de Niterói, Rodrigo Neves, do recém-eleito Axel Grael, ambos do PDT.

- O que tirou a cadeira do Dimas Gadelha, a meu ver, foi muito mais a movimentação do PT para fechar um cinturão político de esquerda na região de Niterói, São Gonçalo e Maricá. Isso aumentou a mobilização de forças ligadas ao conservadorismo nesta reta final - afirma a analista. Quase metade do eleitorado não votou em ninguém

Outro fator citado por Fernanda para o resultado ser considerado por muitos como inesperado foi a Covid. Relembrando que as cidades do Rio e São Gonçalo tiveram um crescimento muito grande dos casos da doença nas últimas semanas, ela explica o alto índice de abstenções no pleito gonçalense interferiu diretamente no resultado.

De fato, quase um terço dos eleitores não foram às urnas em São Gonçalo. Segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção foi de 223.352 dos eleitores, o equivalente a 33,65%. Entre os que votaram, os votos nulos foram 48.772 (11,07%) e votos em branco ficaram em 18.179 (4,13%). Somando-se abstenções, votos nulos e brancos, 290.303 eleitores não escolheram nenhum dos candidatos, o equivalente a pouco mais de 43% da população eleitoral.







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