Taxa de isolamento em Niterói se assemelha a verão e carnaval

Índice reportado pela Prefeitura chegou a 36,1%, o menor em toda a pandemia, só registrado antes da primeira morte na cidade A taxa de isolamento em Niterói chegou ao mais baixo índice de toda a série exibida no mapa da Covid, que a Prefeitura exibe no SIGeo, o sistema de gestão da informação do município. Foi de 36,1%, na quarta-feira, 29 de outubro. Depois de sete meses de isolamento, a cidade atinge um índice que só conheceu antes da pandemia, antes da primeira morte registrada em Niterói. O número se assemelha aos registros do verão, em torno de 30%, e do carnaval, da ordem de 26%. Leia também: Painel da Covid, SIGeo, Prefeitura de Niterói O último número que expressava o relaxamento anterior à escalada da doença, aconteceu em 13 de março: 30,6%. A partir desta data, a Covid entrava oficialmente no país, e os cuidados aumentaram. Em uma semana, o índice passaria de 50%. Em dez dias, o medo ganhava a cidade, as ruas ficaram vazias, o isolamento chegou ao pico de 69%, no dia 22 de março. Foram dez semanas acima de 50%, uma taxa abaixo do desejável, mas melhor do que as de outras cidades na Região Metropolitana do estado do Rio de Janeiro. O lockdown em maio durou pouco e os índice foram caindo, mas ainda se mantiveram por mais de três meses acima de 40%. As medidas de flexibilização adotadas nas últimas semanas, em Niterói, no entanto, derrubaram definitivamente o isolamento a taxas anteriores à pandemia. Na média semanal, o número ainda é um pouco melhor, 38,6%. Apesar das restrições ainda existentes para evitar aglomerações, a redução do isolamento é um ponto de atenção. Esta semana, Estados Unidos e Europa voltaram a registrar forte aumento do número de novos caos, o que levou países como a França, Alemanha e Portugal, a voltarem a adotar fortes medidas de restrição. Os epidemiologistas atribuem a segunda onda da doença a mutações do coronavírus e aos "descuidos" do verão, eventos considerados "espalhadores" da doença. Diante disso, até a Anvisa, pouco atuante na pandemia, decidiu alertar os governo estaduais e prefeituras para os riscos de um recrudescimento da doença, justamente no momento em que, pela primeira vez, as curvas de casos e óbitos começam a registrar quedas consistentes. Reportagem da Folha de São Paula, publicada esta semana, informa que o novo surto da doença parece castigar mais áreas que tiveram menos casos na primeira fase, enquanto cidades que sofreram mais no pico da doença, desta vez, apresentaram um número menor de registros. https://experience.arcgis.com/experience/305269f3cdd24839b263c5ab346e1aa7/

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