Testes mostram eficácia da vacina da Pfizer e da Coronavac contra a Covid

OMS alerta que possibilidade de vacina não pode levar ao abandono das medidas de proteção Testes com vacinas avançam no mundo e dão mais esperança contra a Covid Os anúncios apareceram esta semana e deram esperança na busca de uma vacina. Primeiro este: "A vacina contra a Covid-19 da fabricante chinesa Sinovac é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos, segundo um artigo revisado por pares e publicado na revista científica Lancet Infectious Diseases." Depois este: "A farmacêutica Pfizer anunciou hoje que sua vacina contra a covid-19 é segura e tem 95% de eficácia. Essa é a conclusão final da terceira fase de testes. " Leia também: Pacientes com Covid já ocupam mais da metade dos leitos privados de Niterói Embora existam várias vacinas em teste, já na Fase 3, de aplicação em grandes grupos, até dez dias atrás, as empresas tinham divulgado resultados apenas parciais, que apontavam para 90% de eficácia. A notícia gerou otimismo, mas também preocupação. A OMS teme que a esperança de uma vacina que acabe com o risco do coronavírus pode fazer com que as pessoas abandonem as medidas de proteção, que são hoje a única forma de controle da doença. A advertência foi feita pela Diretora Técnica da OMS, Maria van Kerkhove, justamente num momento em que os números de novos casos batem recorde e os hospitais voltam a viver uma situação crítica na Europa. "A vacina não existe ainda. A vacina é a esperança. Mas o comportamento das pessoas também é a esperança", insistiu.

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