TRE-RJ descarta uso das Forças Armadas nas eleições deste domingo

Para o presidente Cláudio Brandão de Oliveira, forças de segurança do Estado vão resolver Campanha nas ruas de Niterói: chega a hora de votar. Foto de Gustavo Stephan Em entrevista coletiva concedida neste sábado (14) o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, no Centro do Rio, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TER-RJ), Cláudio Brandão de Oliveira, explicou o motivo pelo qual não será necessário o uso das Forças Armadas nestas eleições.

-Eu conversei com o Governo do Estado, que assegurou à Justiça Eleitoral que as forças de segurança do estado estão qualificadas para atender este tipo de demanda. E, de fato, toda a demanda pedida pela Justiça Eleitoral foi atendida. Ou seja, a demanda das Forças Armadas seria necessária caso houvesse alguma incapacidade reconhecida pelas Polícias Militar e Civil, mas isso hoje não existe. Estes órgãos, além das Polícias Federal e Rodoviária Federal, que são ligados à União, mas que atuam no estado, estão em condições plenas de atender essa demanda no dia das eleições - declarou o presidente do TRE-RJ.

Para o secretário de Polícia Civil, delegado Allan Turnowski, a Polícia Militar conta com um efetivo para atuar “em eventuais necessidades”. Diante disso, ele destaca que há um planejamento pronto para realizar algum tipo de “intervenção”, mas alegou acreditar que isso não será necessário, nem mesmo em locais onde há a suspeita da participação do crime organizado, pois afirma que o Ministério Público pode investigar e até pedir a impugnação da candidatura caso se comprove o vínculo criminoso.

Atuação de milícias

Um tema que chamou a atenção na coletiva foi sobre a participação de integrantes da milícia nas eleições. Turnowski afirmou que está “atento” a essa situação e que tem feito verificações junto com a Justiça Eleitoral a respeito do tema.

-Há hoje uma força-tarefa no estado específica no combate às milícias, com uma estratégia de prisão e asfixia financeira. Não tratamos sobre esse assunto apenas como uma questão eleitoral, mas como crime organizado. Por isso, há uma série de ações no combate a esse grupo não apenas nessa época, mas principalmente depois da eleição -explicou Turnowski.

Ainda a respeito do assunto e incluindo a questão da influência do tráfico, a procuradora regional eleitoral, Silvana Batini, salientou que os problemas relacionados ao crime organizado não podem ser relacionados à eleição em si, por serem “problemas não eleitorais. Já que isso é um problema da sociedade e que precisa ser resolvido com a integração das forças de segurança pública”. Mas ela salientou o trabalho que o Ministério Público Eleitoral tem feito nos crimes que tenham relação direta com o pleito.

-Em relação aos crimes que têm ligação direta com a eleição, o Ministério Público Eleitoral tem feito uma varredura completa e específica para afastar do processo eleitoral aquelas pessoas que são impedidas pela legislação e a gente precisa ter um critério maior - explicou a procuradora.

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